Amanda Menger
Tubarão

Acompanhar a previsão do tempo passou a fazer parte da rotina do eletricista de automóveis Felipe Farias de Souza e de seu vizinho, o aposentado Antônio João Rodrigues. Ao menor sinal de chuva, a preocupação dos dois aumenta. E não é para menos, o morro que fica atrás das duas residências, no bairro Monte Castelo, em Tubarão, deslizou durante as chuvas de novembro e do início deste mês.

Desde então, os dois lutam para que o problema seja resolvido. “Estivemos em uma reunião com o pessoal da Defesa Civil do município e o proprietário do terreno onde está o morro. Ele comprometeu-se em limpar a área e em fazer uma espécie de ‘escada’ no morro. Porém, não deu prazo para isso e o pessoal da prefeitura também não fez nada até agora”, reclama Felipe.

O impasse gira em torno do uso da terra retirada do morro. “Na prefeitura, disseram que, se o proprietário do terreno retirar a areia solta, ele pode usar, porém, não com fim comercial. Isso é um problema, porque retirar o material e fazer o declive no morro custaria de R$ 8 mil a R$ 10 mil, mas nem eu, nem o seu Antônio temos dinheiro para isso. Se pudéssemos usar a terra com fins comerciais, poderíamos fazer uma permuta e resolveríamos o problema”, explica Felipe.

O proprietário do terreno, Angelo Longo, afirma que está fazendo os trabalhos aos poucos. “A estimativa é levar um ano para construir as duas bancadas. A hora de trabalho de máquina e caminhão custa R$ 190,00, e também não posso vender a terra. Vou fazer aos poucos, espero que os donos dos terrenos tenham um pouco de paciência”, afirma Angelo.

O coordenador da Defesa Civil no município, José Luiz Tancredo, disse que o encaminhamento tinha sido feito pela equipe anterior do órgão. “Vou me inteirar sobre o caso para saber se é possível uma outra solução”, garante.