Brasília (DF)

O ministro da saúde, José Gomes Temporão, e o secretário de vigilância e saúde do órgão, Gerson Pena, descartaram ontem, durante entrevista coletiva em Brasília, que exista um surto epidêmico de febre amarela no Brasil. “A doença está distante dos centros urbanos. Os casos suspeitos são todos oriundos de regiões rurais”, explicou o ministro.

Segundo Temporão, “a situação está sob controle. Não há risco de epidemia”. Só no Distrito Federal, duas pessoas morreram nesta semana com suspeitas de terem contraído febre amarela.

Vacinas
O ministério anunciou que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) liberou ontem um lote de dois milhões de doses de vacina contra a febre amarela. “Temos possibilidade total de atender toda a demanda por vacinas com o lote adicional”, assegurou.

Apesar da falta de vacina em alguns postos de atendimento, o ministro disse que a oferta está garantida. “Todos que necessitarem da vacina serão atendidos”, afirmou. “É natural a falta momentânea em alguns locais, mas isso não é estrutural”.

O ministério quer priorizar o atendimento de localidades com notificação de macacos mortos próximos a áreas urbanas, como ocorreu em Goiás e no Distrito Federal.

Temporão explicou que não é necessário vacinação em massa. “A orientação é para que se vacine quem vai se deslocar para áreas de risco”. Entretanto, segundo ele, a aproximação da febre amarela das áreas urbanas é bem preocupante.