Após a primeira reunião do Grupo Executivo Interministerial de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional e Internacional, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que decretará estado de emergência em saúde pública mesmo sem casos confirmados de coronavírus no Brasil. 

A medida será tomada para viabilizar a repatriação de brasileiros que estão em Wuhan, na China, que deverão ficar em quarentena ao chegar ao Brasil, mas em local ainda não decidido.

 A dúvida está entre as bases militares de Florianópolis (SC) e de Anápolis (GO). Para Mandetta, um dos pontos positivos de Anapólis seria a proximidade com o Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Caso seja preciso, os repatriados que apresentarem sintomas, durante a quarentena, poderão ser transferidos para o HFA.

“Anápolis tem suas vantagens, tem uma base perto de Brasília, tem um hospital das Forças Armadas, possibilidade de deslocamento com sobrevoo se for necessário. Mas é uma base muito ocupada, de muita intensidade. Florianópolis é uma base que está muito pouco ativada, teria mais tranquilidade para este tipo de situação. Mas, em qualquer uma das duas, a gente vai trabalhar no limite para que não haja nenhum tipo de risco para a população”, afirmou o ministro, ao deixar a reunião do grupo interministerial.

Ao ser questionado se o HFA receberia brasileiros vindos de Wuhan que apresentarem sintomas, Mandetta disse que tais detalhes e nem mesmo o local da quarentena foi definido. Quem dará a palavra final será o Ministério da Defesa.

De acordo com o ministro, a posição do governador do estado que receberá os brasileiros repatriados também fará parte da decisão. “É quem tem que se manifestar”, completou. Pelas redes sociais, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), anunciou que se reunirá com o prefeito de Anápolis, Roberto Naves, com ministro da Saúde e com o presidente Jair Bolsonaro para tratar do tema.

Mandetta afirmou que nenhum brasileiro com sintomas retornará. “Quem estiver com sintomas deve permanecer onde está”, completou. De acordo com o ministro, 55 brasileiros estão em Wuhan, mas apenas 40 pretendem voltar; 14 não têm interesse e um está em dúvida.