Aproximadamente 2,5 mil trabalhadores da mineração da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) devem aderir à greve do setor a partir do meio-dia desta quarta-feira, dia 13. A deliberação pela paralisação ocorreu em assembleia realizada no último sábado, dia 9.

Segundo o presidente da Federação dos Mineiros do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Fetiec), Genoir dos Santos, o “Foquinha”, a categoria pede 70% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) a título de aumento real, o que corresponde a 5,91% sobre o salário de dezembro. “Uma nova assembleia está marcada para as 16 horas de hoje, para discutir a proposta apresentada pelo sindicato patronal. Essa proposta também será avaliada em reunião entre a Federação e representantes sindicais na manhã de hoje”, declara Foquinha.

O diretor executivo do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc), Márcio José Cabral, adianta que, entre as melhorias propostas, estão 5% de aumento geral, aumento no piso salarial de trabalhadores de parte das carboníferas, acréscimo no tempo de atendimento ao trabalhador acidentado – antes era de 60 dias, agora pode ser de 90 dias, a aplicação do reajuste da categoria também no abono de férias e no vale-alimentação, além da garantia de que todos os direitos conquistados anteriormente serão mantidos, desde que não afetem a legislação vigente.

“Este aumento geral de 5% é o maior reajuste oferecido entre todos os segmentos profissionais do Sul do país, representando quase 50% acima do INPC. Mesmo diante das dificuldades que o setor enfrenta, foi feito um esforço enorme para chegar nesse número para os trabalhadores, em reconhecimento ao esforço deles”, declara Cabral. Os profissionais representam seis empresas de cinco municípios da região Sul catarinense – Treviso, Siderópolis, Urussanga, Içara e Lauro Müller).