A previsão da diretoria de transportes na secretaria estadual de infraestrutura é que o Aeroporto Regional Sul esteja com tudo 100% pronto para começar a operar definitiva em agosto deste ano
A previsão da diretoria de transportes na secretaria estadual de infraestrutura é que o Aeroporto Regional Sul esteja com tudo 100% pronto para começar a operar definitiva em agosto deste ano

 

Zahyra Mattar
Tubarão
 
Os trabalhos de abertura do acesso ao Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, a partir da BR-101, em Sangão, ficarão prontos dentro do prazo contratual. Da extensão toda da nova estrada – 4,8 quilômetros -, 2,3 quilômetros estão prontos!
Existem ainda 700 metros de base imprimida (etapa antes do asfalto). Falta efetuar a compactação da base em apenas 1,8 quilômetro.
 
“O material já foi depositado na pista. Agora é espalhar, compactar, imprimir e, por último, colocar o asfalto”, explica o engenheiro Valdir dos Santos, do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) em Tubarão, responsável pelas medições mensais dos trabalhos.
 
Paralelamente ao trabalho de pavimentação, os funcionários do consórcio Setep/Espaço Aberto, responsável pelo serviço, dedicam-se também à disposição das leivas de gramíneas no entorno das obras-de-artes especiais.
“As plantas garantem que não haja erosão do solo nestes locais. Este serviço está 60% concluído”, acrescenta Valdir. Na área patrimonial do aeroporto, também há frentes de trabalho.
 
No momento, é feita a regularização do acesso. A previsão é que a base seja depositada nos próximos dias. Há aproximadamente 450 metros de extensão antes do terminal de passageiros que ainda não foi mexida.
Esta parte do trabalho começa a ser feita em até dez dias. “A julgar pelo ritmo da obra, o acesso e o pátio de estacionamento do aeroporto ficam prontos no prazo: o próximo mês”, confirma o engenheiro.
 
 
São nove anos de obras
A abertura do acesso pela BR-101 é a terceira etapa de construção do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna. A primeira foi finalizada em 2006, com a inauguração da pista de pousos e decolagens e o pátio de estacionamento de aeronaves.
A segunda – o terminal de passageiros – foi concluída em dezembro do ano passado. Mas, para que o empreendimento decole, ainda há muito a ser feito. Um exemplo é a instalação dos equipamentos necessários para a operação do lugar.
Conforme o engenheiro Valdir dos Santos, do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) em Tubarão, responsável pelas medições mensais dos trabalhos, a colocação da biruta e do aeródromo deve estar concluída até o dia 15 do próximo mês.
O NDB (instrumento para aproximação da aeronave em condições adversas de meteorologia) e o anemômetro (equipamento que mede a direção e a velocidade do vento) devem estar instalados até o fim de abril. Também é preciso ainda a finalização do processo de homologação e certificação do empreendimento junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A previsão da diretoria de transportes na secretaria estadual de infraestrutura é que o Aeroporto Regional Sul esteja com tudo 100% pronto para começar a operar definitivamente em agosto deste ano. Já está definido que a administração será feita pelo estado, em primeiro momento. Em cerca de dois anos, aproximadamente, a intenção é concretizar uma parceria público-privada.
Mais de dois quilômetros da estrada de acessoa ao aeroporto já estão pavimentados
Fotos: Valdir dos Santos/Deinfra/Notisul
 
 
Ainda há dívidas de desapropriações
Parte do pagamento das desapropriações dos terrenos onde foi construído o Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, ainda está pendente. Existe o receio de questionamentos judiciais em relação a isso, que poderiam refletir no funcionamento do empreendimento, aguardado pela região desde 2002.
O Notisul alerta para este fato há anos. O presidente do Consórcio Intermunicipal Aeroporto Regional Sul (Ciarsc), o prefeito de Jaguaruna Inimar Felisbino Duarte (PMDB), já afirmou em outras oportunidades que as cidades não têm como arcar com a dívida.
O último repasse para o pagamento dos terrenos foi feito em julho do ano passado. Em valores nominais (sem correção), são necessários mais R$ 180.177,06 para terminar de pagar as desapropriações (eram R$ 263.175,69 até abril de 2010). Em preço atual, estima-se que o montante ultrapasse R$ 850 mil.