Zahyra Mattar
Tubarão

Assim como a “gripe de verão”, a meningite não é uma doença exclusiva do inverno. Na estação mais fria, é verdade, tem uma incidência muito maior, mas isso não significa que no calor não haja proliferação das bactérias, vírus e até fungos que desencadeiam a doença. Meningite é como gripe, é preciso prevenir todos os dias, em todas as estações.

Com o registro de um surto da doença em Criciúma – em dez dias, foram confirmados 42 casos da doença, a maioria, 24, em crianças entre 4 e 6 anos – inevitavelmente, a preocupação que o mesmo ocorra em Tubarão e região surge. Em criciúma, a grande parte dos casos (37) é do tipo viral, a mais amena e de fácil tratamento e recuperação. Outros cinco casos são do tipo bacteriana, a versão mais grave da doença.

“Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a meningite é uma doença comum. Todo ano, registramos casos em Tubarão e em outras cidades, mas grande parte do tipo viral. O controle é rígido e a região está protegida. Não temos surtos e os casos que surgem são acompanhados até o fim”, assegura a coordenadora do programa da meningite na 20ª gerência de saúde em Tubarão, enfermeira Helena Caetano Gonçalves de Silva.

Como medida de segurança, a regional reforçou o número de kits e medicação para o tratamento da doença. “No momento, o que precisamos é reforçar as medidas de prevenção. Tudo que a população aprendeu durante a epidemia da gripe A deve continuar a ser feito. Tanto é que muitas doenças comuns da época quase não foram registradas durante o episódio H1N1, justamente porque todos aprenderam a se prevenir”, ensina Helena.