Forquilhinha

A notícia da morte da médica pediátrica e sanitarista Zilda Arns, 75 anos, abalou o sul de Santa Catarina. Natural de Forquilhinha, a fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, deixou a sua marca em vários trabalhos voluntários realizados na região, assim como no mundo todo. Zilda morreu soterrada quando caminhava em uma rua da capital haitiana Porto Príncipe. Ela foi atingida por destroços de um prédio que desabou, no momento do terremoto, terça-feira à noite.

A missionária participava de uma conferência religiosa, além de realizar trabalho de motivação com voluntários da Pastoral da Criança do país caribenho (leia mais na página 6 desta edição). O corpo da médica deve seguir hoje para Curitiba, cidade onde passou boa parte de sua vida. Ela será enterrada no Cemitério Água Verde.
Zilda, irmã do cardeal arcebispo emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, liderava cerca de 145 mil voluntários, que atuam nas favelas de seis em cada dez municípios brasileiros e acompanham o dia-a-dia de 1,58 milhão de crianças sob risco de desnutrição.

Uma vida dedicada a solidariedade

Zilda Arns passou a infância em Forquilhinha. Formou-se em medicina e ganhou o mundo na luta pelas crianças. O seu trabalho era tão admirado que foi indicada por duas vezes ao prêmio Nobel.
Em Forquilhinha, o prefeito Lei Alexandre decretou luto oficial de três dias em sua memória. O governador Luiz Henrique da Silveira também decretou luto oficial no estado. O presidente Lula divulgou nota de pesar e solidariedade ao povo haitiano e em especial a Zilda.

Zilda é uma das fundadoras da Cátedra da Unisul, um organismo ligado à Unesco criado para apoiar novas políticas voltadas à educação, cultura e ciência. Em 19 de junho de 2009, ela esteve em Tubarão, onde participou do 1º Fórum Temático da Cátedra, da qual era conselheira. Em 28 de junho de 2008, o Notisul publicou uma entrevista com a médica (confira no www.notisul.com.br).