Florianópolis

Nos últimos dias, dois delatores citaram ao Ministério Público Federal que o governador Raimundo Colombo (PSD) está envolvido no esquema de irregularidades investigadas pela Operação Lava-Jato. Além do chefe do executivo do Estado, outros políticos do partido também foram mencionados, como os deputados estaduais Gelson Merisio, José Nei Ascari e Jean Kuhlmann (PSD).

Conforme os delatores, o governador Colombo e homens de sua confiança teriam pedido um total de R$ 17,1 milhões em doações não contabilizadas (caixa 2) para representantes da Odebrecht entre 2010 e 2015. O destino dos valores seria campanhas de Colombo e de outros candidatos da cúpula do PSD catarinense.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) ainda analisará se investigará ou não o governador. Representantes de outros partidos também foram citados nas deleções, como o senador Dalírio José Beber (PSDB) e o prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes (PSDB), o deputado federal Décio Nery de Lima (PT) e a deputada estadual Ana Paula Lima (PT), o ex-prefeito de Navegantes Roberto Carlos de Souza (PSDB) e o ex-prefeito de Imbituba Jaison Cardoso (PSDB). O ex-prefeito de Joinville Carlito Merss (PT) e a ex-senadora Ideli Salvatti (PT), além do deputado estadual Jean Kuhlmann (PSD).

Em nota, os deputados estaduais Gelson Merisio e José Nei Ascari informam que não existem sobre eles quaisquer procedimentos investigativos instaurados, em qualquer esfera do poder judiciário, relativo aos fatos da Lava-jato.