Os lagunense irão festejar o aniversário da cidade pelas redes sociais. Nesta quarta-feira, dia 29, terá live de músicos da cidade e homenagens pelas redes sociais através do projeto #curtalagunaemcasa. Orientados para não sair de casa, o munícipe poderá acompanhar as festividades do celular ou computador.

Programação

http://www.laguna.sc.gov.br/noticias/index/ver/codNoticia/627848/codMapaItem/16507

Desde o início da semana, talentos da cidade do teatro, fotografia, poesia, artesanato, dança e performance estão mostrando sua arte e o amor pela cidade.

“Queremos lembrar tudo de bom que Laguna tem”, explica o prefeito Mauro Candemil, administrador da cidade de 45.814 mil habitantes.

Economia

Com uma economia voltada principalmente para a pesca, Laguna se destaca pela forte produção de camarão e siri nas lagoas e de pescados na costa do Atlântico Sul.

Banhada pelas lagoas Santo Antônio dos Anjos, Imaruí e Mirim, a cidade atrai turistas à procura das suas belezas naturais e sua gastronomia.

História

No ano de 1676, em 29 de julho, data de fundação de Laguna, que o bandeirante vicentista Domingos de Brito Peixoto chegou em Laguna. Por ser devoto ao Santo Antônio, ele batizou o lugar como Santo Antônio dos Anjos de Laguna, em relação ao encontro da água do mar com a lagoa.

Sua primeira providencia foi a construção de uma capelinha, construída de pau a pique, mesmo local da atual. Poucos moradores fixaram residências na localidade neste período.

Laguna foi colonizada em duas etapas: a primeira, no século XVIII, meados de 1740, desbravou a região costeira da Lagoa Santo Antônio dos Anjos, região que vai do Bananal até a Madre, passando por Ribeirão Pequeno. Esses primeiros colonizadores, conhecidos como portugueses dos açores, procuraram habitar o local em busca da pesca e do solo produtivo.

Já na segunda etapa da colonização, na primeira metade do século XIX, com o crescimento do porto, os chamados Portugueses do Continente, trouxeram o desenvolvimento econômico para a cidade. “Foram eles que injetaram dinheiro no local, formando a cadeia genealógica (famílias tradicionais) e a cultura lagunense”, acrescenta o historiador.

Foi o porto de Laguna que viria em 1839 transformar a pacata vila em cenário revolucionário. A República Rio Grandense fundada pelos farroupilhas precisa prosperar e para isso necessitava chegar até o mar. Os imperialistas controlavam os portos e rios do estado vizinho. Com apoio do italiano Giuseppe Garibaldi montaram uma manobra para surpreender os imperialistas através da lagoa Santo Antônio, entrando pela lagoa Garobapa do Sul e barra do Camacho e seguindo pelo rio Tubarão. Entre os anos de 1748 e 1756, vieram os imigrantes açorianos, incentivados pela Coroa Portuguesa com a intenção de impulsionar as vilas litorâneas do sul do Brasil com aumento populacional. Isto provoca uma grande modificação nos usos e costumes da Vila, maior desenvolvimento da agricultura e dos moinhos de farinha de mandioca. Os açorianos ao chegarem adaptaram-se a nova vida. Modificaram alguns de seus hábitos, entre eles os alimentares. Substituíram a farinha de trigo, base da alimentação, pela farinha de mandioca e a carne pelo peixe. O peixe era salgado para consumo ou exportação. Até o início do século XIX a economia continuou sendo de subsistência. existência do porto como fator preponderante ao desenvolvimento de Laguna.

A vila foi elevada à condição de cidade, com denominação de Laguna, por Lei Provincial n.º 239, de 15-04-1847.

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