No Brasil, o câncer já é a segunda causa de morte por doenças, atrás apenas das enfermidades do aparelho circulatório. O câncer de pele é o mais incidente na população, correspondendo a 30% dos casos registrados, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) – estima-se 170 mil novos casos da doença só em 2019. Entre os três tipos da doença (carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma), o melanoma, que corresponde a 5% dos cânceres de pele, é o menos frequente, porém o mais agressivo de todos, apresentando alta taxa de mortalidade.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 55 mil pessoas morram por melanoma todos os anos, o que representa seis mortes por hora. O melanoma se destaca como o mais perigoso representando 3% dos casos de tumores malignos, com alto nível de mortalidade e metástase, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).  Segundo o Inca, o número de novos casos de melanoma vem aumentado e, anualmente, são registrados 6.260 novos casos da doença e 1.547 óbitos.

Quase sempre tratável quando diagnosticada no início, a doença é de difícil tratamento em casos avançados. Por isso este mês, denominado Junho Preto, foi escolhido para conscientizar a população sobre o melanoma e também fazer um alerta sobre a importância do diagnóstico precoce. O dermatologista Elimar Gomes aponta que a prevenção e a detecção precoce são as maiores aliadas contra a doença, por isso é importante estar atento a qualquer alteração na pele.

“É importante que o melanoma seja identificado o quanto antes. Quando iniciado cedo, o tratamento tem melhores resultados e maior chance de manter a doença controlada. Se detectado no estágio inicial, as chances de cura podem ser superiores a 90%”, aponta o médico.

 

Como identificar a doença em estágio inicial

O diagnóstico do câncer de pele melanoma começa após a identificação de uma pinta suspeita na pele que, na maioria das vezes, é retirada por meio de uma pequena cirurgia (biópsia) e confirmado pelo exame anatomopatológico. Caso seja necessário, exames de imagem como raio-X, tomografia e ressonância magnética podem ser solicitados para avaliar se a doença se instalou em outra parte do corpo.

O câncer melanoma pode afetar órgãos como cérebro, pulmões, ossos ou fígado, causando sérios danos à saúde. Cerca de 40% dos pacientes evoluem para metástase cerebral e estima-se que apenas 20% dos pacientes de estágio avançado sobrevivem por cinco anos. Nesses casos, são necessárias opções de tratamento para pacientes que apresentam essas progressões da doença.

Essa agressividade desafia pacientes, médicos e pesquisadores que têm buscado, cada vez mais, alternativas de tratar o câncer melanoma avançado. As recentes inovações na terapia da condição estão mudando o panorama do tratamento, que costuma ser feito por meio de cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e, mais recentemente, a terapia-alvo.