A reunião no Iphan aponta que o laudo deve ser liberado na próxima semana.
A reunião no Iphan aponta que o laudo deve ser liberado na próxima semana.

Karen Novochadlo
Laguna

Continua a movimentação para a construção da nova ponte sobre o canal de Laranjeiras, na comunidade de Cabeçuda, na BR-101, em Laguna. Na próxima semana, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) deve liberar um laudo técnico para permitir a dragagem de 500 mil metros cúbicos de areia no canal.

Este é um dos requisitos necessários para a execução da obra. Ainda é necessário que sejam expedidas licenças pelo Ibama, Fundação Lagunense do Meio Ambiente (Flama) e a Fatma. Ontem, o prefeito de Laguna, Célio Antônio (PT), e o representante da Camargo Correa, José Alencar, reuniram-se com o superintendente da 11ª regional do Iphan, Dalmo Vieira, para debater a questão.
“O Iphan requisitou que o consórcio tome cuidado ao realizar a dragagem. Qualquer achado deve ser comunicado”, explica Célio.

O grupo também visitou a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) em Laguna para obter uma autorização para construir um pequeno porto, com um trapiche e um dique para que possam ser atracadas as balsas utilizadas no porto. Segunda-feira, o representante da Camargo Corrêa deve levar os projetos para a secretaria.
A obra no canal de Laranjeiras será executada pelo consórcio Camargo Corrêa/M.Martins/Construbase.

Falta ordem de serviço
Assim que a ordem de serviço for dada, o grupo terá até 60 dias para iniciar os trabalhos. A nova ponte tem valor de contrato de R$ 597.190.345,20. Um deságio de 1,4% (índice arredondado) em relação ao valor máximo proposto na licitação: R$ 605.452.584,97. Uma economia de R$ 8.262.239,77 à União.
O projeto arrojado da transposição do canal de Laranjeiras foi desenvolvido pelo consórcio Engevix/Iguatemi, com proposta de R$ 2,73 milhões. A ponte terá 2.825 metros de comprimento, entre as comunidades de Bentos e Laranjeiras.

Fases da obra

1ª – Fundação
No solo embaixo da ponte, serão feitas escavações com 2,5 metros de diâmetro, que serão protegidas com camisas metálicas. A mais profunda ficará a 75,8 metros de profundidade. Essas estacas serão armadas com vergalhões de concreto e, depois, preenchidas com concreto. Quatro equipes trabalharão ao mesmo tempo, em pontos diferentes da ponte.

2ª – Construção dos pilares
Assim que a fundação estiver pronta, começa a construção dos pilares de concreto, que irão sustentar as aduelas. A primeira de cada pilar é chamada de aduela de disparo. Construída no próprio local, serve de apoio para receber as demais, que serão colocadas simultaneamente em sentidos opostos em relação ao pilar. Concluída a armação das aduelas em um vão, a estrutura é completada com as abas laterais, que também são pré-moldadas. Paralelamente às duas primeiras etapas, as aduelas e as abas começam a ser feitas no canteiro de obras logo ao início da obra e, assim que dois pilares contínuos ficarem prontos, elas serão automaticamente transportadas e colocadas na estrutura.

3ª – Colocação dos mastros
A parte estaiada do vão central será apoiada em dois mastros com 50 metros de altura em relação ao pavimento da ponte. Em cada lado dos mastros, serão instalados 14 cabos chamados de estais (serão 56 no total), que terão a função de sustentar e dar equilíbrio à estrutura.

4ª – Acabamento
Nesta fase, serão feitas a colocação de proteções nas laterais e no centro da ponte, a pavimentação do tabuleiro e a pintura de faixas.