#Pracegover Foto: na imagem há diversas pessoas
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Você já ouviu falar em casos de discriminação de pessoas por causa de sua opção religiosa, não é mesmo? As crenças religiosas, por exemplo, fazem parte da bagagem cultural das pessoas e principalmente em um país multicultural como o Brasil.

A intolerância Religiosa ocorre no mundo todo e está presente em quase todos os momentos da história. No Brasil, as religiões de matriz africana, como candomblé, umbanda, quimbanda, entre outras, são os principais alvos dos intolerantes.

A intolerância se expressa de diversas formas, desde um vizinho que começa a questionar uma prática que seria cotidiana, ou ate mesmo estender roupas brancas. A motivação central dos casos de intolerância religiosa no Brasil, é uma negação cultural e histórica da existência do povo negro no país.

Para a pastora de Tubarão, Maria Aparecida Linhares, a intolerância religiosa, é quando alguém discrimina ou ofende com raiva o que pratica uma outra forma de culto que não seja o seu. Ela ocorre pela cultura vivida dentro de casa, das famílias igual ao racismo. Acontece por ser estimulada dentro da própria casa e até escolas. Ocorre pela falta de respeito e amor ao próximo

Ela destaca que os evangélicos sofrem a intolerância por defender a sua fé e isso não vem de hoje, desde os tempos de Cristo já havia perseguições, mortes…hoje em todo o mundo há perseguições. Admitir ou defender a própria fé pode abrir caminho para ofensas, discriminação e até prisões.

Adilson de Oya, integrante de uma casa religiosa de Umbanda, em Laguna, destaca que as pessoas devem entender que cada um caminha com o seu entendimento, com a sua fé, força e verdade mediante o respeito. “Esse respeito desaparece quando há uma agressão. Os veículos da comunicação e as redes sociais são ferramentas que devem contribuir para esse entendimento. É estranho que as pessoas estão mais aguçadas a intolerância e apontar ou determinar esse mecanismo, quando era para ser um efeito contrário. Por que a intolerância e por que a religiosa? O principio já vem desde o início bíblico que essa divisória de quem delega o poder, quem fala a verdade e quem está com a verdade. As margens de erros, conservação e poder já são uma esfera de intolerância desde os tempos antigos. Essa vertente tem tido recentemente um pouco mais de caos, a matriz-africana para os umbandistas dadas às deformações das pessoas envolvidas, elas são flexíveis a certas condições de serem abordadas. Temos essa válvula de escape que já começa a atuar como agressão”, observa.

De acordo com o padre Rafel Uliano, do Santuário Sagrado Coração de Jesus, de Gravatal, é preciso incentivar a convivência pacífica entre todas as diferentes religiões e doutrinas, evitando a intolerância religiosa. As questões religiosas sempre foram motivo para as piores guerras e conflitos que a humanidade já presenciou. “Faz-se necessário conhecer a religião do outro e colher aqueles pontos de convergência com o nosso caminho de fé que nos permita dialogar e, quando é possível, trabalhar juntos para construir a paz, para defender as pessoas de qualquer forma de injustiça, para o respeito e o cuidado com a casa comum”, pontua.

Segundo Luís Augusto Ribas, o espiritismo por ser tratar da palavra doutrina as pessoas acreditam que não há um aspecto religioso. “O espiritismo é filosofia, ciência e religião. Engloba os três parâmetros. Na questão da região, ele não é formulado na questão teológica. Não há dogmas, altares, vestimentas e sacerdócio. É uma doutrina religiosa, mas de culto interior. Temos um Deus a suprema inteligência, Jesus um espírito elevadíssimo e nosso irmão de caminhada. É uma religião crista e tem os seus conceitos de Deus, Jesus e espiritualidade”, explica.

Quanto ao preconceito, ele destaca que as pessoas acreditam que espiritismo é qualquer coisa ou tudo que existe de esoterismo. “Na realidade o espiritismo se diferencia de todas. Há bases científicas e filosóficas. O espiritismo é uma filosofia que trata da espiritualidade da pessoa e que trata da reencarnação. Na questão cientifica relata que o mundo foi feito em sete períodos”, afirma.

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