O acidente que matou o alpinista Lucas de Zorzi, de 39 anos, será investigado pela Polícia Civil. Ele morreu no último domingo (11) em Urubici, quando escalava o paredão do Cânion Espraiado na serra catarinense durante o período da manhã.

Lucas e um amigo estavam juntos no momento do acidente. Uma pedra deslizou, atingiu o esportista na cabeça e ele ficou inconsciente.

Um inquérito para investigar a morte foi aberto hoje (13) à tarde. Serão ouvidos os socorristas que participaram do resgate e o amigo de Zorzi.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Edipo Hellt, a princípio, trata-se de uma fatalidade, mas como foi uma morte violenta, precisa ser investigado. O helicóptero Águia, da PM, foi utilizado para prestar o atendimento.

O resgate durou seis horas e foram usados os próprios equipamentos dos esportistas para puxá-los. O amigo de Zorzi ficou preso no paredão.

Zorzi tinha grande experiência em esportes radicais. Nascido no estado gaúcho, residia em Santa Catarina desde a infância. Ele foi até o local para fazer um salto de wingsuit, no qual era especialista (esporte que permite voos por meio de macacão com asas).

Foi campeão Brasileiro de wingsuit artístico em 2015, 2016 e 2017, e recordista Sul e Latino Americano da modalidade.

Também atuou como instrutor do esporte e possuía experiência em escalada de rocha esportiva e alta montanha, e ainda praticava snowboard, paraquedismo e skydive.

Sorzi era empresário em Lages, deixou esposa e um filho de 3 meses.

Fonte: G1SC/Fotos: Mídias sociais/Instagram e Facebook/Divulgação Notisul

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