A Inglaterra retomará o lockdown nacional após o Reino Unido ultrapassar a marca de 1 milhão de casos de Covid-19. A determinação foi anunciada neste sábado (31) pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Uma segunda onda de infecções ameaça sobrecarregar o serviço de saúde. O Reino Unido possui o maior número oficial de mortes causadas pela covid-19 na Europa e está enfrentando mais de 20 mil novos casos de coronavírus por dia.

Cientistas alertaram que o “pior cenário” de 80 mil mortos pode ser excedido. Johnson afirmou que a medida, com previsão de duração de um mês em toda a Inglaterra, começará no primeiro minuto após a meia-noite da próxima quinta-feira (5) e vai durar até 2 de dezembro.

As pessoas só poderão deixar suas casas por motivos essenciais, como educação, trabalho, exercícios, compras nos supermercados e de remédios. “Agora é o momento de adotar ações porque não há alternativa”, disse Johnson.

O governo vai retomar seu esquema emergencial de subsídio salarial pelo novo coronavírus para garantir que os trabalhadores que foram temporariamente dispensados durante o lockdown recebam 80% de seu pagamento.

Lojas essenciais, escolas e universidades continuarão abertas, disse Johnson. Pubs e restaurantes serão fechados, a não ser para retiradas. Todo o varejo não essencial irá fechar.

A decisão de regras mais restritivas ocorreu depois que cientistas alertaram que o surto estava indo na direção errada. Assim, é necessário agir para conter a disseminação do vírus e para que as famílias possam ter esperanças de se reunir no Natal.

No primeiro lockdown nacional, de 23 de março a 4 de julho, o primeiro-ministro britânico foi criticado por oponentes políticos por ter agido lentamente. Ele adoeceu com Covid-19 no fim de março e foi hospitalizado no início de abril.

As medidas vão alinhar a Inglaterra com a França e a Alemanha, ao impor restrições nacionais quase tão severas quanto aquelas que levaram a economia global à recessão mais profunda em gerações, mais cedo neste ano.
Fonte: Agência Brasil-Redação Reuters Londres/Edição Notisul/Foto: Reuters/Divulgação Notisul

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