Guardas florestais que cuidam de uma colônia de pássaros protegidos, localizada em uma ilha remota na costa da Cornualha do Reino Unido, ficaram perplexos quando encontraram milhares de elásticos coloridos, apesar de nenhum ser humano habitar a área. O culpado? Aves marinhas.

De acordo com o National Trust, uma instituição de caridade britânica para conservação ambiental e patrimonial na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte, os elásticos são depositados na Ilha Muillon por pássaros como gaivotas e outras aves marinhas que eles suspeitam confundir os elásticos com minhocas.

“Nós notamos os elásticos pela primeira vez em uma visita de monitoramento durante a época de reprodução e ficamos confusos por que havia tantas e como chegaram lá”, disse Mark Grantham, do West Cornwall Ringing Group, em comunicado.

A ilha Mullion oferece refúgio para ninhos de pássaros. Além disso, a área desabitada é tão remota que requer uma permissão especial para visitá-la. Mas, mesmo assim, o National Trust diz que ela está sofrendo com os impactos humanos.

“Plástico e borracha ingeridos são outro fator em uma longa lista de desafios que nossas gaivotas e outras aves marinhas devem enfrentar apenas para sobreviver”, disse Rachel Holder, guarda florestal do National Trust. “Apesar de serem barulhentas e aparentemente comuns, as gaivotas estão em declínio. Eles já estão lutando com mudanças nas populações de peixes e distúrbios nos locais de nidificação – e comer elásticos e resíduos de pesca não ajuda a aliviar sua situação.”

Especialistas acreditam que as gaivotas confundem os elásticos com comida e os pegam quando visitam campos agrícolas no continente

A organização pede que as empresas considerem como se livrar do plástico, látex e outros resíduos que podem causar danos à vida selvagem.