Missas, confissões e vigílias marcam a data, principalmente no domingo de Páscoa, quando se comemora a ressurreição de Jesus Cristo.

Lysiê Santos
Tubarão

Para muitos, a Páscoa é ocasião de obtenção de lucros e aumento nas vendas. Já para outros é mais um feriado prolongado para o lazer e passatempo, enquanto para as crianças (e alguns adultos) é a oportunidade de saborear um delicioso ovo de chocolate. Porém, a Páscoa possui um amplo sentido histórico e espiritual.

Para o Cristianismo, a Semana Santa é a ocasião em que é celebrada a Paixão de Cristo, sua morte e ressurreição. Pelo que se tem conhecimento, a primeira celebração cristã da Semana Santa ocorreu no ano de 1682. Foi por meio do Concílio de Niceia, advinda do Papa Silvestre I, onde os ensinamentos da doutrina católica tornaram-se como religião oficial do Império Romano.

O Concílio de Niceia determinava que a Semana Santa fosse constituída de oito dias. Seu início se deu no Domingo de Ramos. Por meio da entrada do Messias na cidade de Jerusalém, para comemorar a Páscoa Judaica. Na segunda-feira seguinte foi o dia em que Maria ungiu Cristo. Na terça-feira, foi o dia em que a figueira foi amaldiçoada. A quarta-feira é conhecida como o dia das trevas. A quinta-feira foi o dia da última ceia com seus apóstolos, mais conhecida como Sêder de Pessach. A sexta-feira foi o dia do seu sofrimento, sua crucificação. Sábado é conhecido como o dia da oração e do jejum, onde os cristãos choram pela morte de Jesus. E, finalmente, o Domingo de Páscoa, o dia em que “ressuscitou e encheu a humanidade de esperança e de vida eterna”.

Catedral Diocesana de Tubarão promove solenidades
A Semana Santa está entre as celebrações mais importantes para os católicos. Em Tubarão, a Catedral Diocesana iniciou, no domingo passado, as solenidades. Hoje, durante o dia ocorre a confissão individual. Às 6h30min terá a missa na Cripta, e às 19 horas, missa com a presença dos grupos de famílias.

Amanhã, também será feita a confissão individual, e às 9 horas a missa do Crisma, com a bênção dos óleos, presidida pelo Bispo Dom João Francisco Salm, e concelebrada pelos padres da Diocese. A partir das 19h30min haverá a missa da ceia do Senhor e instituição da Eucaristia com cerimônia do lava-pés. Já das 21 às 24 horas inicia a Vigília da Adoração ao Santíssimo Sacramento na Cripta. Haverá escala com revezamento de grupo, de hora em hora.

A Sexta-Feira Santa é um dia de jejum e abstinência. Durante o dia, continua a confissão individual. Das 8 às 10 horas, Vigília de Adoração ao Santíssimo Sacramento na Cripta. E às 15 horas solene Oração Litúrgica, com adoração da Cruz. Às 19h30min procissão do Senhor Morto (trazer velas e rádio portátil). O Sermão da Solenidade será proferido pelo padre Sérgio Jeremias de Souza, pároco da Paróquia São José Operário, de Oficinas.

Já no sábado, durante o dia, a catedral permanecerá fechada. Dia de silêncio à espera da ressurreição com Benção do Fogo Novo, do Círio Pascal, procissão e Anúncio da Páscoa, bênção da Água e Missa da Vigília Pascal presidida pelo Dom João Francisco Salm.

A programação especial encerra no domingo de Páscoa, com a celebração da ressurreição do Senhor. Às 9, 18 e 19h30min terá Missas na catedral.

Páscoa significa “passagem” para os judeus
Apesar das tradições católicas, a Páscoa é comemorada desde os primórdios, antes de Cristo. É considerada a festa que marca o início do calendário bíblico de Israel e delimita as datas de todas as outras festas na Bíblia. Páscoa (Pêssarr, em hebraico) significa literalmente “passagem” (pois o Senhor “passou” sobre as casas dos filhos de Israel, poupando-os. Êxodo 12:27). O ato foi instituído por Deus como um memorial para que os filhos de Israel jamais se esquecessem de que foram escravos no Egito, e que o próprio Deus os libertou. Na época, a Páscoa deveria ser celebrada com um jantar familiar, onde um cordeiro seria assado e comido por todos. O jantar também deveria ter o pão asmo ou sem fermento (matzá, em hebraico) e ervas amargas.

Vigilância Sanitária alerta sobre os cuidados na compra de peixe
O Peixe na Páscoa é uma das representações que simbolizam a vida e a fé dos fiéis em Jesus Cristo. Durante a Quaresma – os 40 dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa – os cristãos dedicavam-se ao jejum, para lembrar os 40 dias de penitência em que Jesus passou no deserto e os sofrimentos que suportou na cruz.

Esse costume foi reduzido para a Sexta-Feira da Paixão, onde o alimento principal passou a ser o peixe. Este ato é considerado entre os cristãos como uma homenagem ao episódio da crucificação de Jesus.

E com a Semana Santa, aumenta a venda e o preço dos peixes no mercado. A vigilância sanitária destaca algumas orientações importantes para que o consumidor realize a compra de pescado de forma adequada. Os vigilantes afirmam que o peixe deve ser fresco e pode ser identificado pela aparência. Com ausência de manchas, perfurações ou cortes na superfície. “Logo após comprar o pescado no comércio, o ideal é que o transporte seja realizado sob refrigeração (caixas isotérmicas com gelo) até o domicílio, ou caso não seja possível, transporte-o de forma rápida e acondicione sob refrigeração até o momento do preparo para consumo”, orienta a vigilância sanitária.

Foto: Lysiê Santos/Notisul