Diretora do HST, Maria Zelir Tenfen, considera a construção do novo prédio da instituição como a grande meta de 2010.
Diretora do HST, Maria Zelir Tenfen, considera a construção do novo prédio da instituição como a grande meta de 2010.

Wagner da Silva
Braço do Norte

O atraso no pagamento dos convênios entre o Hospital Santa Teresinha (HST), de Braço do Norte, e os municípios do Vale e o estado podem culminar no fechamento temporário da instituição. O alerta foi feito pela diretora do hospital, Maria Zelir Tenfen, a Zê. Os recursos que o HST tem a receber ultrapassam R$ 500 mil. A maior parte – cerca de R$ 210 mil – referem-se a falta de quitação das internações com Autorização de Internação Hospitalar (AIH) apresentadas nos meses de novembro e dezembro do ano passado.

O estado ainda deve o referente às cirurgias eletivas realizadas em outubro de 2009. O restante do valor diz respeito a laudos represados (internações pelo SUS), cujo montante é negociado junto aos municípios. Como o HST é uma instituição privada de caráter filantrópico, a diretoria já avalia a possibilidade de cancelar o contrato com o governo do estado e parar de prestar serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Registros financeiros da instituição mostram que a dívida acumula-se desde 2004. Zê não revela dados precisos, mas assegura que o total chega a R$ 350 mil se somados os últimos seis anos. “Isto inviabiliza a instituição. Assim como qualquer empresa, o hospital tem que honrar suas despesas, manter a estrutura, os funcionários, adquirir medicamentos e materiais, entre outros. É impossível continuar os trabalhos sem receber nada”, argumenta a diretora do HST.

Proposta é oferecer mais serviços

Mesmo com as dívidas, desde 2006 a diretoria do Hospital Santa Teresinha (HST) trabalha com dois objetivos distintos. O primeiro é a construção da nova unidade, projeto que receberá investimentos de mais de R$ 10 milhões. O segundo é a maior oferta de serviços de especialidades. Ao todo, em 2009, foram contratados 27 especialistas.

“São serviços que não estavam disponíveis à população. Com isso, muitos não precisam sair da região para buscar alternativas em outros municípios. Uma prova disso são os 4,3 mil atendimentos em especialidades feitos no ano passado. Agora, a expectativa é conveniar com os municípios que utilizam o HST para compensar os serviços feitos com baixo custo”, explica a diretora do HST, Maria Zelir Tenfen, a Zê.

Para ela, o crescimento da região é acelerado e isto fez surgir necessidades que poderão ser supridas com a realização do projeto de construção do novo prédio. “A estrutura atual é antiga e não suporta mais ampliações. A nova unidade física foi projetada para atender a demanda e estudos atestam a sua viabilidade”, argumenta a diretora.