Wagner da Silva
Rio Fortuna

Ele precisou prestar socorro a um funcionário, mas o Hospital de Rio Fortuna não possui plantão. O empresário Vilson Pollmann Junior desconhecia o fato e ficou indignado por não conseguir atendimento. Foi a segunda vez que ele precisou do hospital; na primeira, foi atendido normalmente.

“Não entendo. Por que uma vez fui atendido normalmente e a segunda não?”, questiona Pollmann. A solução foi encaminhar o funcionário ao Hospital Santa Teresinha, em Braço do Norte. “Com a estrutura que tem o Hospital de Rio Fortuna, perder tempo para ir a Braço do Norte me deixou chateado”, desabafa o empresário.

A administradora da Fundação Médico Social Rural de Rio Fortuna, Ângela Maria Nack Candido, esclarece: “O hospital trabalha em sistema de sobreaviso. Quando há necessidade, o médico é chamado e o paciente é informado que existe a possibilidade de ter que contribuir com o pagamento da consulta, uma vez que o hospital, por falta de recursos, não oferece aos médicos plantão remunerado”.

Ângela acrescenta que todas as emergências são atendidas, independente de pagamento ou não.
O hospital, por sua vez, não recebe do paciente pelo atendimento, e sim do convênio; e o profissional nada recebe do convênio quando se trata de pronto–atendimento. Os atendimentos de emergência que geram internação de pacientes dos municípios de Rio Fortuna e Santa Rosa de Lima são pagos pelas prefeituras, através de convênios com o hospital.