O Hospital Regional de Araranguá realizou a primeira captação de órgãos nessa segunda-feira (19). Fígado, rins e córneas foram retirados de uma paciente de 60 anos que sofreu cinco paradas cardíacas. A autorização para o procedimento partiu dos familiares da doadora, que era moradora de Araranguá.

Os órgãos foram levados a Florianópolis pela equipe do Arcanjo-04, aeronave do Corpo de Bombeiros Militar e Samu que foi acionada pela SC Transplantes. O percurso por terra levaria em torno de três horas. Com o apoio do Arcanjo-04, o transporte demorou apenas 50 minutos. Os órgãos captados seguiram para São Paulo.

O procedimento para a retirada dos órgãos durou três horas e envolveu a equipe composta por Larissa Teixeira Martins, Kelly Chris Machado, Noelma Maria da Silva, Luana Araújo, Rosemary Sandrini, Janaína Machado, Júlio César Cechinel e Marcus Eduardo da Silva.

O médico Julhiano Capeletti, vice-presidente do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde – Ideas, responsável pela gestão daquela unidade hospitalar, destacou a captação como um diferencial na forma de gerar saúde. “Incluímos o hospital em um seleto grupo de instituições de saúde auxiliando pacientes que precisam de órgãos para oportunizar uma melhor qualidade em suas vidas”, comentou Capeletti.

Por sua vez, a gerente de Enfermagem do Hospital de Araranguá, Larissa Teixeira Martins, disse que via como profissional a possibilidade de dar esperança para várias pessoas que necessitam de um órgão para sobreviver. “Como pessoa, vejo o renascimento de alguém que já tinha perdido a esperança de continuar vivendo. Para a instituição, vejo como um crescimento da equipe, pois é a primeira vez que captamos órgãos aqui. E isso só foi possível devido ao empenho e comprometimento de toda equipe interna e da SC Transplantes”, complementou Larissa Teixeira Martins.

Santa Catarina registrou taxa recorde em doações de órgãos em 2017. Foram 282 doadores de múltiplos órgãos, três vezes mais que a média brasileira comparando o número de habitantes, o que torna o Estado líder brasileiro em doações. Esse índice é comparável ao de países do Primeiro Mundo.