Philipe Orlandi comemora: amanhã, atrasará o relógio em uma hora.
Philipe Orlandi comemora: amanhã, atrasará o relógio em uma hora.

Karen Novochadlo
Tubarão

À meia-noite de sábado, encerra o horário de verão. Portanto, ajuste os seus relógio, que precisam ser atrasados em uma hora. Para  alguns, fica a saudade. Para outros, o alívio, momento de comemorar o fim dos dias mais longos.

Esta questão sempre foi contraditória. O horário tem os seus fãs e também muita gente que não gosta. Um deles é o empresário Philipe Orlandi, 27 anos. Como o dia torna-se mais longo, o jovem ‘perde-se’ nos compromissos. “Eu perco a noção do tempo e acabo faltando a reuniões importantes. Olho pela janela e penso que são 16 horas, quando na verdade são 18 horas”, justifica.

Para o fotógrafo Davis Tonon Locks, 24 anos, o trabalho torna-se cansativo. Davis cobre festas, que, por causa do horário de verão, começam e terminam mais tarde. “Ninguém sai enquanto está claro. E as mulheres, principalmente, só começam a se arrumar depois que escurece”, queixa-se. O mesmo ocorre em jantares e casamentos.  

A instituição deste horário visa economizar energia. De acordo com os dados preliminares da Celesc, em sua área de atuação no estado, a demanda reduziu em 5%, o que equivale à metade da carga de Florianópolis durante o horário de pico no verão. Na edição anterior, houve redução de 4,4% na demanda do sistema elétrico.

História do horário de verão
A ideia de adiantar os relógios para aproveitar melhor as horas de sol foi lançada em 1784, nos Estados Unidos por Benjamin Franklin, em uma época em que ainda não existia luz elétrica. E foi abraçada pelo governo norte-americano. O primeiro país a adotar oficialmente o horário de verão foi a Alemanha, durante a Primeira Guerra Mundial.

No Brasil, é adotado todos os anos desde 1985. Inicialmente nacional, a abrangência foi reduzida até que, em 2003, atingiu a atual, sendo adotado nas regiões sul, sudeste e centro-oeste.