O Natal chegou um pouco mais cedo para as crianças que moram em um conjunto habitacional de baixa renda em Harrisonburg, Virgínia (EUA).

Isso porque um ex-morador do conjunto retornou para o lugar onde cresceu para distribuir mais de US$ 12 mil (R$ 49,6 mil) em brinquedos para as crianças que moram na vizinhança.

Adam Armstrong cresceu no complexo de apartamentos subsidiado pelo governo. Quando ele tinha apenas 18 anos, foi preso por porte de maconha, ficando três meses na prisão. Após ser libertado, Adam sabia que era hora de mudar sua vida.

Hoje, ele é pai de uma menina de 3 anos e mora em Baltimore, a 300 km de Harrisonburg. Após passar por diversos empregos, firmou-se no nicho de hipotecas.

À medida que Armstrong se tornava cada vez mais confortável financeiramente, ele se sentia crescentemente incomodado a retribuir às pessoas que tanto lhe ajudaram no conjunto habitacional. Por isso, começou a doar brinquedos para as instituições de caridade locais a cada temporada de festas.

Doação de brinquedos para as crianças do bairro
Na semana passada, o filantropo de 35 anos foi até o seu antigo bairro com um caminhão lotado de brinquedos (1327 deles, para ser exato), prontos para serem doados às crianças.

Sara Lewis-Weeks, gerente do conjunto habitacional do complexo, disse que quando Adam conversou com ela sobre a doação em massa de brinquedos na semana passada, ela ficou desconfiada de suas intenções.

“Ele [entrou no meu escritório] e disse: ‘O que você vai fazer no sábado? Eu gostaria de fazer uma doação de brinquedos no fim de semana…’ Eu não soube como reagir”, relembrou Sara ao portal NBC News. “Eu sou uma pessoa muito cética nesse aspecto.”

Para sua surpresa, Adam Armstrong cumpriu a promessa. “Ele doou bicicletas, carrinhos de controle remoto, bonecas Barbie e muitas outras coisas.”

O filantropo disse ao jornal The Washington Post que ficou muito feliz em poder fazer a doação e trazer alegria para as crianças nesta temporada de férias.

“As crianças são absolutamente inocentes e doces”, disse Adam ao jornal. “Não é possível precificar a felicidade delas. Nem correto. Algumas delas não têm nada e poder dar-lhes um brinquedo, por menor que seja… é recompensador”, concluiu.