Depois que passam as festividades de fim de ano, fica a dúvida: quando é a hora de desmontar a árvore de Natal e guardar as outras decorações natalinas? A tradição católica tem a resposta: 6 de janeiro, data em que se celebra o Dia de Reis.

O dia simbólico lembra a ocasião em que os três Reis Magos levaram presentes ao menino Jesus, felicitando e revelando seu nascimento para o restante do mundo. Essa festa também é conhecida como Epifania do Senhor. “A palavra epifania vem do grego e quer dizer manifestação. O Dia de Reis celebra o encontro de Jesus com os magos, que eram pagãos. Isso demonstra a universalidade da vinda de Jesus, que é para todos, e não só para os judeus”, explica o Frei Angelo Vanazzi, vigário da Paróquia São Francisco de Assis, de Chopinzinho, no interior do Paraná. “Essa atitude dos magos mostra dignidade. Esses reis eram símbolo de pessoas que não tinham grandes poderes, mas tiveram esse discernimento”.

Esse dia costumava encerrar as festividades de Natal no tempo litúrgico da Igreja Católica, e a tradição se manteve como o dia de desmontar as decorações de fim de ano. Atualmente, o dia que marca o encerramento das celebrações natalinas na igreja é o Batismo de Jesus, que em 2020 cai em 12 de janeiro.

E, se a tradição conta que os reis seguiram a estrela guia e encontraram o menino Jesus na noite de seu nascimento, por que a data é celebrada 12 dias depois do Natal? “Essas são informações simbólicas, e não históricas”, explica Frei Adriano Freixo, vigário da Paróquia Bom Jesus dos Perdões, no Centro de Curitiba. “Os reis não chegam na noite de Natal. É provável que [tenham chegado] quase dois anos depois”.

Protestantismo

Já em religiões de tradição protestante, que também celebram o Natal, não existe um dia específico que encerre esse tempo de celebrações. “No mundo protestante a gente celebra o nascimento de Cristo, mas não temos um dia que precise desmontar a árvore ou dar o presente”, explica Henrique Pesch, professor de Teologia na Faculdade Cristã de Curitiba e na Faculdade Fidelis. O foco, segundo ele, fica nas duas maiores festas, que são o Natal e a Páscoa.