Trabalhadores de diversas categorias vão às ruas para uma greve geral hoje. Fazem parte das reivindicações temas como maior geração de empregos formais, retomada do crescimento da economia, contingenciamento na Educação e até um desagravo contra o ministro da Justiça, Sergio Moro.

A prioridade é que os trabalhadores ‘cruzem os braços’ a partir da madrugada de hoje com manifestações utilizadas como complemento à paralisação.  De acordo com o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves Juruna, um dos pontos essenciais é adesão do setor de transportes, em todas as categorias. “É essencial que parem porque, se eles não aderirem, a impressão é de que não houve paralisação. São categorias expressivas de demonstrações de poder dos trabalhadores”, pontua.

A manifestação contra a reforma da Previdência já estava programada há meses pelas centrais. No entanto, com o decorrer do tempo, novos temas foram adicionados ao protesto, como é o caso do contingenciamento de verbas da educação. Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), ‘escândalos’ ligados à família de Bolsonaro e equipe de ministros também estão na lista.

O alvo é o ministro da Justiça, Sergio Moro, e os procuradores da Lava Jato, como o chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, que tiveram supostas conversas divulgadas no último final de semana. As denúncias contra o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por supostos crimes cometidos em seu gabinete de deputado estadual, também servem como combustível para os protestos.