Menos da metade dos domicílios brasileiros estão conectados à rede de esgoto   - Foto:Valter Campanato/Agência Brasil/Notisul
Menos da metade dos domicílios brasileiros estão conectados à rede de esgoto - Foto:Valter Campanato/Agência Brasil/Notisul

 

Brasília (DF)
 
Ter uma casa ligada à rede de esgoto não é realidade para a maioria dos brasileiros. O percentual de domicílios conectados chega a apenas 44,5%, menos da metade dos domicílios do país.
 
Este é um cenário precário. Assim é a visão do  secretário nacional de saneamento ambiental, Leodegar Tiscoski. Mas a situação destes brasileiros deve mudar a partir do segundo semestre deste ano, com o lançamento do Plano Nacional de Saneamento Básico.
 
A meta do plano é duplicar o acesso à rede de esgoto e ampliá-la para atingir a 90% dos domicílios até 2030. Para cumprir essa meta, é necessário investimento de R$ 420 bilhões nos próximos 18 anos. Este valor corresponde a R$ 20 bilhões por ano, entre recursos públicos e privados.
 
Mas, mesmo com tantos investimentos, 10% dos domicílios ficarão sem acesso ao esgotamento sanitário. Conforme Tiscoski, o governo federal não tem uma previsão de quando conseguirá fazer que essa parcela da população tenha acesso ao saneamento e, com isso, universalizar o acesso à rede de esgoto.
 
Segundo o secretário, estas obras são complexas, levam tempo e precisam de bons projetos. Por isso, mesmo que haja recursos disponíveis, não há como garantir que as obras sairão do papel em curto prazo.
 
“Uma obra de saneamento tem ciclo de cinco anos, sendo dois anos para seleção, elaboração de projetos e licitação, e três anos para execução, em média. Os estados, os municípios e as companhias também têm limitações, como problemas de gestão, falta de projeto, de licença ambiental e uma série de fatores que travam o pleno andamento das obras”, afirma.