Tubarão

O botijão de gás de cozinha até 13 kg ficará mais caro a partir deste domingo em todo o país. O novo preço médio do produto na refinaria para as distribuidoras, anunciado pela direção da Petrobras, será de R$ 26,20. Esta é a quinta alta consecutiva no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) residencial, desde abril do ano passado, quando o valor cobrado era de R$ 22,13.

No bolso do contribuinte esse aumento gerará um impacto que oscila entre 3,3% e 3,6%. A especulação é do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás). A aposentada de Tubarão, Maria José de Souza destaca que preço do botijão de gás subiu consideravelmente nos últimos anos. Como não dá para economizar nas refeições, ela procura não usar o forno para tentar fazer o gás render mais. De qualquer forma, esse é um item que tem pesado cada vez mais no orçamento. “É complicado para quem ganha um salário mínimo. Fica difícil a nossa sobrevivência. Se você somar, no final do ano, pesa bastante no bolso”, desabafa.

O último reajuste ocorreu no dia 5 de fevereiro, exatamente há três meses, quando o valor do gás de cozinha subiu para R$ 25,33 para as distribuidoras. No ano passado, pesquisa mostrou que o preço do botijão de gás subiu três vezes mais do que a inflação entre janeiro de 2017 e novembro de 2018.

Item indispensável no dia a dia de milhões de brasileiros, o valor médio cobrado pelo GLP subiu em média 20,64%, segundo dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). A inflação oficial, medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no período foi de 6,64%.

Para uma família que ganha um salário mínimo e consome um botijão por mês, o gás de cozinha representa 8,5% dos gastos. Somados a outros aumentos, pesa no bolso do consumidor. “Temos que usar alguns truques caseiros para economizar gás. Alimentos que precisam de mais tempo no fogo, ter cuidado com o vento, não deixa fugir gás, são situações preciosas que precisamos utilizar ainda mais”, finaliza a aposentada.