Florianópolis, Floripa ou como também como é conhecida Ilha da Magia, comemora 348 anos de existência nesta terça-feira, dia 23 de março. A capital de Santa Catarina que é conhecida nacionalmente pela sua gastronomia local, que é destino certo para muitos turistas, e reconhecida pelas suas belezas naturais com suas 42 praias, também vem se tornado um celeiro do empreendedorismo feminino, de novas ideias, de novos negócios e serviços.

De acordo com o Sebrae, o país só tem a ganhar com a mulher empreendedora. Um estudo realizado pelo Mckinsey Global Institute, a promoção da igualdade de condições de trabalho promoveria um incremento de cerca de 30% do produto interno bruto (PIB) brasileiro. Existe uma correlação positiva entre maior produtividade econômica da mulher, principalmente empresárias, e o crescimento econômico de um país. Mulheres geram emprego e oportunidades para outras mulheres fomentando uma rede de aprendizado e crescimento.

Atualmente, o Brasil é o sétimo país com maior número de mulheres empreendedoras. Segundo pesquisa publicada pelo Sebrae em 2019, com dados levantados pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada com 49 nações. Totalizam mais de 24 milhões de brasileiras que tocam negócios próprios, movendo a economia e gerando empregos.

O empreendedorismo feminino vem crescendo dia a dia no Brasil e em muitas capitais, a exemplo de Florianópolis. Para homenagear esta cidade que acolheu o campus Florianópolis da Unisul, vamos contar um pouco da história de uma egressa do curso de Moda da Unisul, do campus Florianópolis.

Karol Martins tem 37 anos, é natural de Florianópolis e se formou há 6 anos no curso de Moda da Unisul. Quando ainda era estudante criou sua própria marca de lingeries artesanais, que leva seu próprio nome, onde além de proprietária de um Ateliê loja em Florianópolis, também é a estilista.

Karol conta que a criação da sua marca aconteceu naturalmente. “Comecei a criar as peças de forma independente, a necessidade de virar empresa surgiu com o sucesso que as peças fizeram entre as primeiras consumidoras e divulgações no meu Blog. Na época, não existia ninguém no Brasil produzindo lingerie desta forma, posso dizer que sou pioneira no meu nicho de mercado. Hoje produzimos e vendemos camisolas, robes, pijamas, babydolls, bodies, anáguas, sutiãs e calcinhas de produção artesanal. Penso que não vendemos apenas produtos e sim autoestima em experiências diferenciadas que vão do toque do tecido até o aroma exclusivo: despertamos novas formas de usar a lingerie”, enfatiza.

Karol, além de ser proprietária da marca, também valoriza o seu lado artístico. “Eu crio as peças. Produzo duas coleções por ano: outono-inverno e primavera-verão. Sou uma artista artesã. Sinto que tenho uma conexão com o saber fazer. Para começar um novo processo criativo, tenho a necessidade de sentar em frente à máquina, cortar, testar, errar, acertar, até conseguir criar algo original que consiga expressar a essência da marca”.

Karol acredita que o empreendedorismo entre mulheres está crescendo. “As mulheres estão cada vez mais optando por priorizar sua carreira e acreditar nos seus sonhos. Eu considero o trabalho uma peça importante para seguir uma vida de realizações. Faz com que a gente descubra coisas incríveis sobre nós mesmas e nos impulsiona no processo de desenvolvimento humano”.

Em relação a ser empreendedora em um momento de pandemia, Karol disse que ficou assustada, pois ninguém sabia o que ia acontecer. “Depois do susto, canalizamos a energia no que tinha que ser feito e tudo fluiu positivamente. Ter uma loja online em funcionamento nos ajudou muito, não tivemos que começar nada do zero, apenas ganhamos mais força em um processo natural que já estávamos vivenciando”.

 

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