Filhote de baleia cachalote de no máximo dois meses encalhou já muito debilitado. Apesar dos esforços, não foi possível salvá-lo. Uma equipe especializada efetuou, ontem pela manhã, o procedimento de eutanásia para abreviar o sofrimento do mamífero.
Filhote de baleia cachalote de no máximo dois meses encalhou já muito debilitado. Apesar dos esforços, não foi possível salvá-lo. Uma equipe especializada efetuou, ontem pela manhã, o procedimento de eutanásia para abreviar o sofrimento do mamífero.

Laguna

Em virtude do quadro de debilitação bastante avançado, não restou outra opção senão efetuar o procedimento de eutanásia no filhote de baleia cachalote, encalhado desde a madrugada de segunda-feira na praia da Galheta, em Laguna.

A aplicação dos medicamentos foi feita na manhã de ontem, por profissionais capacitados e ligados à rede de formação do Protocolo de Encalhes de Mamíferos Marinhos, instituído pela Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca.

A prefeitura de Laguna cedeu as máquinas para a remoção da carcaça do mamífero e apoio operacional. Os trabalhos de necropsia iniciaram logo em seguida, sob coordenação da R3 Animal e do laboratório de zoologia da Unesc. A partir da coleta de amostra de órgãos do animal, será possível atestar a causa do encalhe.
O filhotinho de cachalote foi encontrado às 5h40min de segunda-feira por um grupo de pescadores. O cetáceo estava vivo e a Polícia Militar Ambiental (PMA) de Laguna efetuou três tentativas de levá-lo de volta ao mar, sem sucesso.

Ao longo de toda a segunda-feira, a bióloga Karina Groch, do Projeto Baleia Franca (PBF), a veterinária Cristiane Koslenikovas, da R3 Animal e Ufsc, e a oceanógrafa Luciana Moreira, da APA da Baleia Franca, estiveram no local a fim de monitorar as condições de saúde e os sinais vitais do animal, que já se apresentava em um quadro avançado de debilidade.

A espécie cachalote não é rara, mas pouco comum na costa catarinense. O filhote, muito provavelmente já estava bastante debilitado e por isso buscou a beira-mar. As cachalotes não têm hábitos costeiros, como as francas.