Apresentações e seminários ocorrem neste sábado das 10 às 17h30min, no centro de Imbituba, em alusão ao 18° Festival Nacional do Camarão.

Lysiê Santos
Imbituba

A 18ª edição do Festival Nacional do Camarão, que iniciou nesta quinta-feira e prossegue neste fim de semana com programação diversificada, atrai grande público a Imbituba, a terceira maior cidade da região e uma das mais atrativas no setor gastronômico e de belezas naturais. Além da estrutura montada no Centro Municipal de Eventos, que oferece shows nacionais, muita comida, feira multissetorial, entre tantas outras atrações, em vários locais do município há ações promovidas especialmente para moradores e turistas.

Na manhã deste sábado ocorre a apresentação do Boi de Mamão da Justina a partir das 10 horas, seguido da oficina de gastronomia com receitas elaboradas à base de camarão. Também terá exposição de artesanato, produção de instrumento de pesca, filmagens e painel de fotos da pesca do camarão, carpintaria naval, onde será construída uma bateira ao vivo. Também terá roda de samba e outras ações culturais.

O festival ainda debate soluções para continuidade da pesca artesanal de camarão. Também ocorre o bate-papo sobre a situação atual e perspectivas da pesca artesanal de camarões marinhos na região Sul. A palestra será ministrada pelo coordenador de aquicultura e pesca da Epagri, Luiz Rodrigo Mota.

Pesca artesanal do camarão está ameaçada
O secretário de Agricultura de Imbituba Evaldo Pezin afirma que um dos objetivos do festival cultural e principalmente dos seminários é chamar a atenção dos pescadores quanto ao manejo adequado do camarão, para que a espécie não seja extinta.

De acordo com o coordenador de aquicultura e pesca da Epagri, Luiz Rodrigo Mota, nesse sábado será debatido sobre a biologia do camarão rosa cultivado na região e suas fases de reprodução. “Vamos apresentar todas as etapas necessárias para a reprodução do camarão e tentar elucidar o impasse para que a pesca se sustente na região. Atualmente aumentou o esforço de pesca para capturar a mesma quantidade de crustáceos do passado”, explica o coordenador. Ele revela que a pesca artesanal do camarão é uma cultura antiga na região, praticada desde a década de 40.

Hoje, há cerca de 11 mil pescadores envolvidos nessa prática na região do Complexo Lagunar. “É importante que os pescadores respeitem o defeso e conheçam o manejo adequado para preservar a pesca que garante a renda de famílias da região Sul”, reforça Mota.

Período de defeso do camarão iniciará no dia 15 de julho
Aproximadamente 11 mil pescadores artesanais do complexo Lagunar sobrevivem da pesca de camarão. Até o dia 15 de julho, eles poderão realizar as suas atividades e, depois, estarão suspensos até 15 de novembro, quando o defeso encerra. O complexo Lagunar abrange os municípios de Laguna, Imaruí, Pescaria Brava, Imbituba e Jaguaruna.

O defeso é a proteção dos camarões jovens em fase de recrutamento e desova. O pescador que descumprir o período está sujeito à multa e não poderá realizar a atividade. A técnica utilizada para a captura do crustáceo na região é a rede, conhecido aviãozinho.