Águas Lindas (GO)

Centenas de pessoas têm se acotovelado diariamente no ambulatório Jardim Brasília, principal posto de vacinação contra a febre amarela em Águas Lindas (GO), município localizado a cerca de 50 quilômetros de Brasília. Assustados com a divulgação de casos suspeitos no Distrito Federal e em Goiás, moradores da região buscam se proteger da doença, mas reclamam de desorganização e demora no atendimento.

“Tem que se preocupar com essas mortes que ocorreram. Acho melhor todos se preocuparem pelo bem estar de todos”, afirma a estudante Taís Cristina. Segundo ela, há muita desorganização. “Poderia haver uma fila e as mães com crianças pequenas e os deficientes deveriam ter um crédito”, ressalta.

Aposentado precocemente e com seqüelas após sofrer um acidente de trânsito, Abraão Oliveira da Costa, que tem direito a atendimento prioritário assegurado por lei, afirma não conseguir se vacinar há dois dias. “Vim ontem e disseram que acabaram as senhas.

Hoje (ontem), voltei e disseram que só depois das 13 horas”, assegurou o rapaz, que precisa caminhar mais de uma hora para completar o trajeto de casa até o posto de vacinação.

As reclamações não são restritas aos pacientes. Marina Melo, secretária da coordenação do ambulatório, disse que a demanda por atendimento tem sido superior a 300 vacinas diárias e lamentou a falta de compreensão da população local. “A procura é grande. Não esperávamos uma quantidade dessas. Não fomos pegos de surpresa porque tínhamos doses suficientes. As pessoas estão apavoradas por causa das mortes”.

Os postos de saúde do Distrito Federal registram movimento acima da média em decorrência da suspeita de febre amarela.