Zahyra Mattar
Tubarão

A febre amarela urbana foi erradicada no Brasil em 1942. Como o vírus continua a circular na natureza, permitindo inclusive o registro de epizootias (morte de macacos, que são os hospedeiros do vírus) nos estados de Goiás, Minas Gerais, Maranhão e no Distrito Federal, o Ministério da Saúde (MS) intensificou ações para prevenção e controle da doença em todo o país. Ontem, com a confirmação da morte, por febre amarela, do cidadão Graco Carvalho Abubakir, 38 anos, a procura pela vacina nos postos de saúde aumentou.

A vacina, porém, deve ser aplicada, por ora, apenas nas pessoas que pretendem viajar para os estados onde a doença existe (chamados de estados endêmicos). Ainda assim, nos postos, a desculpa é unâmime: “Vou viajar, preciso da vacina”. Até o momento, nem o MS nem a secretaria de saúde do estado criaram mecanismos de controle para liberar a vacina, que já começa a faltar no país, como a apresentação de documento que comprove mesmo a viagem.

No entanto, devido ao tumulto, a exigência não é descartada. Em Santa Catarina, 28 municípios da região do extremo oeste compõem a área de transição da febre amarela. “A inclusão de alguns municípios catarinenses nesta área deve-se ao histórico das cidades, por ali terem sido registradas mortes de macacos nas décadas de 40 e 60, e também porque a área é contígua ao Rio Grande do Sul, estado que apresentou epizootia em 2001”, explicou, em nota, ontem, o secretário de saúde, Dado Cherem.

Na Amurel, a gerência de saúde da secretaria de desenvolvimento regional em Tubarão divulgou que não há motivo para alarme, já que o estado, mesmo com a área de transição demarcada, não está entre os endêmicos do país. Em resumo: Santa Catarina possui o foco, mas não há sinais da doença. A febre amarela é transmita pelo mesmo agente da dengue, o Aedes aegypti.

Na região, existem focos do mosquito. Mas a situação está em absoluto controle. Todavia, não diminui a preocupação – e a pressa – das autoridades em eliminar os focos.