Adiada pelo mau tempo, a manifestação pelos 60 dias de morte de Isadora Viana Costa, completados no último domingo, dia 8, foi transferido para o próximo final de semana em Santa Maria (RS), cidade onde a modelo nasceu. 

O ato, segundo o pai da jovem, Rogério Froner Costa, é para pedir por justiça. Neste domingo, a família realizou uma missa na Igreja do Bonfim, em Santa Maria.

Neste sábado, 7 de julho, um dia antes do assassinato completar dois meses, a Polícia Civil de Imbituba cumpriu mandado de busca e apreensão ao quarto do empresário, que é acusado de matá-la. De acordo com a polícia, o mandado foi um pedido feito pelo Ministério Público.

No quarto onde atualmente vive o acusado, em um hotel na praia do Rosa, os policiais apreenderam garrafas de vinho e cerveja e diversas comandas de serviço de quarto, sempre com consumação de bebidas alcoólicas.

O celular do acusado não estava no local e, conforme a polícia, ele disse que perdeu dias antes.

 “Precisamos que o caso não seja esquecido e todos os fatos sejam noticiados, para que pressionemos a justiça pela nossa filha. Isso é o que nos move no momento diante de tanta dor”, diz emocionado o pai da jovem assassinada. 

 A jovem de 22 anos foi encontrada sem vida na manhã do dia 8 de maio no apartamento do namorado, no Centro de Imbituba. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros após sofrer uma parada cardiorrespiratória. 

Na tarde do dia 25 de maio, o Inquérito Policial sobre a morte da modelo toma novo rumo. Até então, tratava-se a morte por parada cardiorrespiratória, como resultado de uma problema cardíaco da vítima. Com o resultado do laudo pericial apontando a causa mortis por “trauma abdominal”, o caso passou a ser investigado como homicídio qualificado por feminicídio, e diante de evidências o delegado Raphael Rampinelli, responsável pelas investigações, encaminhou à época ao Judiciário um pedido de prisão preventiva contra o namorado de Isadora, o empresário do ramo de cartórios Paulo Odilon Xisto Filho, de 36 anos. A justiça negou.

Entretanto, na decisão, foram determinadas medidas cautelares como a impossibilidade de o suspeito de matar a namorada frequentar bares, festas e boates, a proibição do uso de drogas, de se ausentar do país, além de não poder ficar distante da comarca por mais de sete dias sem prévia autorização e de estar impedido de manter contato com testemunhas do caso, que corre em segredo de Justiça.

No início deste mês de julho, Paulo Odilon foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelo crime de homicídio qualificado por feminicídio com a ajuda de uma amiga, Nathália Grahl de Oliveira, que também foi denunciada por modificar a cena do crime. Na conclusão da promotora de Justiça Sandra Goulart Giesta da Silva, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Imbituba, ficou demonstrado que Paulo Odilon cometeu feminicídio contra a namorada e ainda, que o crime foi qualificado por motivo fútil e por usar recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de cometer fraude processual, ao modificar a cena do crime a fim de induzir o perito a erro.