Do projeto original, apenas o galpão que abrigaria a futura oficina da Ferrovia Tereza Cristina foi feito, mas está apenas 80% concluído.
Do projeto original, apenas o galpão que abrigaria a futura oficina da Ferrovia Tereza Cristina foi feito, mas está apenas 80% concluído.

Zahyra Mattar
Tubarão

Manoel Bertoncini (PSDB), prefeito de Tubarão, está em Brasília. Ontem, visitou deputados, ministérios, conheceu o projeto de inclusão digital e foi ao Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) tentar, mais uma vez, solucionar uma pendência de quase uma década.

Em 2012, completará dez anos do foi início do audacioso projeto de remoção dos trilhos da avenida Marcolino Martins Cabral, no centro da cidade. O convênio, terminado em 2006, era de R$ 8 milhões. Deste total, o Dnit chegou a enviar R$ 2,1 milhões para a primeira fase, cujas obras não chegaram a ser terminadas.

O projeto sofreu alterações que não foram aceitas pelo órgão federal. A obra foi embargada. Hoje, por conta deste episódio, a prefeitura de Tubarão está sem a negativa de débito com o governo federal.
É o único documento que falta para o executivo ter as suas contas sanadas e poder de barganha junto à esfera federal. Após análise detalhada, o Dnit imprimiu, em dezembro de 2009, uma certidão provisória. Em maio deste ano, o próprio prefeito fez a prestação de contas no órgão.

Toda esta documentação ainda está em análise. E foi para tentar virar esta página que Bertoncini encontrou-se ontem, novamente, com técnicos do departamento. Não há nada concreto, por enquanto.
"São coisas lentas, então a gente dá prazos e depois dá com os burros n'água. Mas as expectativas são as melhores. Em breve, deveremos anunciar boas notícias neste sentido", despista o secretário de governo da prefeitura, Edson Firmino, que acompanha Bertoncini na viagem.