Criciúma 

Trabalhadores da metalúrgica Milano, em Criciúma, atearam fogo em pneus na manhã desta terça-feira (16) em frente a empresa, para impedir a entrada de novos administradores. O manifesto acontece desde as 7 horas em frente ao portão principal da metalúrgica localizada no bairro Santa Luzia. Com o fim das atividades, os ex-funcionários aguardam o pagamento dos cinco meses de salários em atraso e a rescisão trabalhista.

Segundo informações repassadas pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias Metalúrgicas da Região Carbonífera, a antiga empresa estaria em processo de recuperação judicial e investidores de São Paulo estariam assumindo o passivo.

O presidente do sindicato, Francisco Pedro dos Santos, informou que uma reunião tratou do assunto nesta segunda (15). “Tivemos uma reunião com a empresa que entrou com uma recuperação judicial. Achamos que tinha uma saída, mas não. Na conversa não vimos solução, porque o trabalhador está há seis meses sem salário. As máquinas estão todas penhoradas nos processos trabalhistas. Que vendam este maquinário para pagarem os trabalhadores”, destacou Francisco.

Nenhum representante da empresa estava presente nas primeiras horas da manhã. Enquanto isso, o trabalhadores continuam acampados em frente a metalúrgica, completando 22 dias de mobilização.

“Queremos que a Justiça se sensibilize com a situação. Tivemos que radicalizar. E pela minha experiência, esse assunto vai longe para resolver para ser resolvido”, desabafa o presidente.

Fonte: Sul In foco 
Foto: Gentil Francisco