Os efeitos da estiagem prolongada em Santa Catarina já são sentidos pelo setor do agronegócio. A avaliação de impactos da seca na produção agropecuária e as ações executadas em apoio aos produtores rurais foi apresentada ontem (4) pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) ao Governo do Estado.

A estiagem iniciou em junho do ano passado e está sendo considerada a mais severa desde 2005. “Essa questão já se mostrou como um evento cíclico em Santa Catarina e nós precisamos pensar em ações a longo prazo para que possamos dar mais tranquilidade aos produtores rurais. A criação do Gabinete de Crise é uma oportunidade de unirmos esforços para melhor atendê-los”, ressaltou o secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa.

“Cabe à Epagri identificar as regiões mais atingidas e levar aos produtores rurais as políticas públicas adequadas para superação deste momento. Nossas equipes de extensionistas e pesquisadores trabalham incansavelmente para desenvolver tecnologias de baixo impacto para manejo e conservação de solo, além de gerar informações confiáveis para a sociedade”, informou a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, ao lembrar da importância de estar próximo dos agricultores nesse momento de crise.

A governadora Daniela Reihner afirmou que o foco neste momento é o atendimento emergencial e imediato aos atingidos. “Vamos continuar agindo, pedi relatórios das perdas nos diferentes setores para buscar mais ajuda e minimizar os efeitos da estiagem”.

Investimentos
Neste ano, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural concentrou seus recursos para atender os produtores rurais que tiveram prejuízos com a estiagem e outros problemas climáticos. Foram criados novos programas e linhas de crédito para incentivar os investimentos em sistemas de captação e uso de água, além de projetos de apoio à reconstrução de estruturas prejudicadas com eventos climáticos extremos.

“Com o programa de Fomento Agropecuário, somado aos novos que criamos este ano, investimos mais de R$ 24 milhões no apoio do setor produtivo, beneficiando cerca de 1,4 mil. Estamos fazendo um grande esforço para incentivar a construção de cisternas e a perfuração de poços artesianos”, destacou o secretário Gouvêa.

Fotos (destaque): Aires Mariga /Epagri/Matéria:Julio Cavalheiro/Secom/Divulgação

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