Os órgãos de aviação de todo o mundo têm alertado para o perigo de operar drones em áreas próximas a aeroportos. Não é à toa, pois quando um veículo aéreo desses colide com um avião a coisa pode ficar feia. Prova disso é este Boeing 737 da imagem que abre o post.

Na semana passada, durante a aterrissagem de um voo em Tijuana (México), vindo de Guadalajara, houve uma colisão da aeronave com um drone bem no bico do Boeing 737. O avião estava cheio e os passageiros apenas ouviram um forte barulho, que não comprometeu a redução de velocidade nem no desembarque das pessoas.

Por parte da Aeroméxico, a companhia informou que “ainda está investigando a causa exata do acidente, mas que tudo indica que foi um drone mesmo; além disso, o avião aterrissou normalmente e a segurança dos passageiros não foi comprometida”. Menos mal, né?

No Brasil, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) define que o drone deve ficar a pelo menos 5,4 km do aeroporto para voos de até 30 metros. Para voos mais altos, a distância do aeroporto deve ser de pelo menos 9 km. Fora isso, só com permissão da Aeronáutica. Além disso, alguns softwares de controle de drone têm a localização de aeroportos e impedem que as aeronaves circulem por esses ambientes de risco.

O avião, que estava em atividade por quase 17 anos, agora está em manutenção. E o drone, por ora, não foi encontrado para dar sua versão da história. Pelo jeito, ele virou sucata.