Karen Novochadlo
Tubarão

Josias Pereira, 18 anos, é um dos 12 estagiários contratados pela empresa Thermosystem, de Tubarão. Para ele, esta oportunidade significa um início na carreira. O jovem concorre a uma vaga em eletrotécnico na área da qualidade. Sua superior, a líder de produção Carlaine Albino, conta que ele é esforçado e, por isso, a sua contratação é quase certa.

Apostar em estágios e no programa Jovem Aprendiz é uma boa forma de entrar no mercado de trabalho e, de quebra, ganhar experiência. Para a empresa, este tipo de trabalho pode gerar muitos benefícios. “A vantagem é que não possui vícios e o perfil pode ser facilmente moldado”, explica Sylvia Antunes Figueiredo, responsável pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE/SC) em Tubarão.

Assim como outras empresas de Tubarão, a Thermosystem encontra dificuldades em contratar mão-de-obra qualificada e o programa de estágios é uma excelente maneira de formar profissionais. Os melhores são efetivados.

Carolina Farias Felippe, 16 anos, por exemplo, vê este tipo de participação como uma forma de crescer e ser efetivada. A sua jornada de trabalho na Thermosystem é de cinco dias por semana, com um dia dedicado exclusivamente aos estudos.
Para o gerente de recursos humanos Rodrigo Costa de Souza, que iniciou como estagiário, esses programas são importantes no currículo e na carreira. “Os jovens aprendizes passam por treinamento, aprendem tanto a parte técnica quanto como se comportar”, destaca.

vSeminário Jovem Aprendiz
A comunidade pode aprender mais sobre os programas de estágio e aprendiz no 1º Seminário de Inserção do Jovem Aprendiz no Mercado de Trabalho, promovido pelo Conselho Municipal de Segurança. O evento será nesta quinta-feira, a partir das 8h30min, no Salão Nobre da Unisul.

Organizações que auxiliam jovens e adolescentes

Para os jovens que buscam oportunidades no mercado, existem instituições que auxiliam a encontrar a um local para estágio. O Centro de Integração Empresa Escola (CIEE/SC), que atua há 11 anos em Tubarão, já inseriu, neste ano, 300 estagiários em 220 empresas e 120 aprendizes em 55 empresas.

A organização não-governamental cobra uma taxa das empresas contratantes para desenvolver o trabalho social, que vai de Imbituba a Jaguaruna e Santa Rosa de Lima. A entidade auxilia a empresa a traçar um perfil dos estagiários e aprendizes ideais. Em seguida, realiza uma busca nos cadastros de interessados registrados no CIEE e os encaminha à vaga.

A entidade monitora o desempenho e fornece cursos aos estagiários e aprendizes. Também oferece workshops e palestras gratuitas a escolas. Outras instituições como Senai, Combemtu e Cedup também preparam jovens e adolescentes para o mercado de trabalho.

Como funciona na prática

O programa Jovem Aprendiz foi criado para estudantes que frequentam o ensino médio e fundamental e buscam a profissionalização. Como prevê a Lei de Aprendizagem, os jovens criam um vínculo empregatício (com carteira assinada) com a empresa, têm direito a férias e 13º. O trabalho é de seis a oito horas diárias e é voltado ao público entre 14 e 24 anos.

Já os estágios são permitidos a estudantes de nível médio, técnico e superior, com idade superior a 16 anos. Neste caso, não existe vínculo empregatício. O estudante ou o patrão podem requisitar o desligamento a qualquer momento. O contrato dura, no máximo, 24 meses.