Foto: Padre Egidio Schmoeller
Foto: Padre Egidio Schmoeller

Que o mar e as areias da região escondem muitos segredos e histórias, já não é uma novidade. Mas, de vez em quando, esses “mistérios” se revelam, aguçando a curiosidade de quem passa pela orla. Foi o que acontceu nesses últimos dias na praia de Esplanada, em Jaguaruna. Com a maré alta, parte da carcaça de um navio naufragado ficou mais evidente na faixa de areia, atraindo a atenção de quem passava pelo local.

No entanto, para ver a estrutura do navio é preciso ter “sorte” e uma ajudinha do mar. Isso porque, conforme a agitação das águas, a areia torna a cobrir a carcaça. “Nem sempre fica visível. A maré está subindo. Talvez à tarde, a água vai encobrir. O mar está de ressaca”, comenta o padre Egidio Schmoeller, que é pároco em Treviso, mas tem uma casa perto de onde a embarcação naufragada encalhou.

A estrutura nada mais é do que parte do casco do navio, que, quando descoberta, deixa evidente na areia o contorno da embarcação.

A embarcação está próxima ao primeiro posto de salva-vidas da praia. Mas não é de hoje que ela fica visível, atraindo a atenção da população. “Faz mais de 50 anos, segundo informações que recebi dos primeiros moradores da praia”, acrescenta padre Egidio.

A certeza que se tem é que Jaguaruna pode ser considerado um “cemitério de navios”, já que um número considerável de embarcações naufragou em praias do município, entre os séculos XVIII e XX.