Laguna

A história de Anita Garibaldi recebeu um impulso midiático em 2003, com a minissérie ‘A Casa das Sete Mulheres’ transmitido em 53 capítulos na TV. Enredo baseado no livro da gaúcha Leticia Wierzchowski.

A escritora estará em Laguna nesta quinta-feira, data do aniversário de 197 anos da heroína, às 14h, participando de um debate ‘As Anitas do Século 21’, dentro da programação da 37ª Semana Cultural. “Minha Anita é uma recriação baseada nos parâmetros históricos sobre ela, que são poucos, pois a história foi escrita por homens para homens”, descreve. Esta contextualização Letícia pretende debater com o público.

A escritora já esteve na cidade, em momentos de passeio. Esta será a primeira vez como a autora que descreveu um novo olhar de mulher corajosa e transgressora para Anita. No ano passado, ela encerrou a trilogia com o livro A Travessia, depois de 15 anos, a saga da A Casa das Sete Mulheres foi completada. Quando pesquisou a personagem feminina do romance acabou se apaixonando por Anita. “Ela não tinha medo do que iriam dizer dela, se tinha, ignorava o medo. Ela peitava a vida e teve muitos dissabores, viveu muitos dramas, mas nunca perdeu a sua coragem”, salientou na época do lançamento do livro.

O livro, de 546 páginas, narra a história de amor entre Anita e Giuseppe Garibaldi, que conviveram por 10 anos, lutando lado a lado em episódios como a Revolução Farroupilha (1835 – 1845) e a Unificação Italiana, concretizada em 1861. “É uma história de amor, mas também de dois seres humanos muito diferentes do comum. Anita era uma mulher muito à frente de seu tempo. Hoje se fala muito em empoderamento feminino, mas ela já não aceitava que as mulheres se sujeitassem a determinadas regras sociais”, disse Letícia na época do lançamento.