Wagner da Silva
Braço do Norte

Os educadores da Escola Dom Joaquim, em Braço do Norte, devem reunir-se ainda esta semana para analisar os resultados negativos obtidos na prova do Enem. O desempenho foi decepcionante: a escola ficou em oitavo lugar entre as piores do país.
A colocação dos alunos formados em 2009 foi muito criticada, já que a escola é referência em ensino público na região. Mesmo assim, a média de 4,7321 não abalou a direção da instituição.

A diretora adjunta Zélia Della Giustina Guinzani explica que o exame avalia, na maioria, dados nacionais, enquanto a escola trabalha, além da educação básica, projetos com histórico regional. “Estamos preocupados com o resultado, temos que reavaliar e reverter esta situação. Estamos tranquilos quanto ao excelente trabalho dos profissionais, sabemos do empenho para preparar os alunos para a vida, e não somente para o vestibular”, justifica.

Zélia enumera o método de aplicação da prova, a base educacional e o baixo número de participantes como fatores que contribuíram para o fraco resultado. A instituição formou aproximadamente 250 alunos no último ano, mas apenas 59 fizeram a prova, e dois deles deixaram de produzir a redação, requisito para a média.

“Os resultados não vêm isolados, apenas na reta final do ensino. É um processo longo que afeta desde a formação da base do aluno. Temos que avaliar e corrigir esta situação, unir duas realidades: a educação e a preparação para a vida que damos aos alunos, com informações regionais, e não somente em âmbito nacional”, analisa a diretora.

Estudantes temem índice mais baixo ainda

A situação dos alunos da Dom Joaquim poderá ser ainda mais crítica este ano. As aulas nas salas improvisadas no ginásio esportivo, em função da interdição de uma área da escola, têm sido incômodas.

“Estou preocupada, pois farei prova no fim deste ano e a realidade não está a nosso favor. O barulho e a falta de iluminação têm atrapalhado nosso desempenho. Além disso, a gente não debate o assunto Enem, que deveria ser tratado com maior responsabilidade”, adverte Julia Nascimento, a aluna da 3ª série do ensino médio.