Tatiana Dornelles
Tubarão

Os jovens de 16 a 30 anos ainda encontram muita dificuldade para entrarem no mercado de trabalho. O mais difícil é justamente no que se refere à qualificação profissional e à experiência, uma vez que, apesar de ser habilitado, o recém-formado não tem experiência na área.

“Geralmente, entre 16 a 30 anos, o jovem primeiro vai estudar para depois trabalhar. Assim, ele realmente não tem experiência, requisito que qualquer empresa pede para empregar a pessoa. Quando se forma, o jovem tem o canudo, que o habilita à vaga, mas não tem emprego por falta de experiência”, avalia o coordenador do Sine de Tubarão, Mário César de Carvalho.

Além disso, quando a pessoa tem experiência, não tem mais idade. “É complicado. Aquele que é experiente, já tem mais de 40 anos, está perto de se aposentar. E as empresas não o admitem”, ressalta.
Segundo Mário César, os jovens que fazem cursos técnicos são mais propensos a terem emprego garantido depois de formados que os acadêmicos de faculdades. “Isso ocorre porque no curso técnico o aluno tem a prática e sai com experiência na profissão. Ele sai praticamente com emprego garantido, diferente daqueles que fazem faculdade”, compara.

O coordenador do Sine acredita que muita coisa tem que mudar. “As mulheres, por exemplo, estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho, no espaço que antes era somente do homem. Entretanto, continua a ganhar bem menos do que uma pessoa do sexo masculino que trabalhe na mesma função”, acrescenta.

Emprego em Tubarão
Em julho, o emprego em Tubarão caiu e teve um saldo negativo de 88. Foram admitidos no mês 1.425 trabalhadores, enquanto 1.513 foram desligados dos empregos. Segundo Mário César, a queda se deu na indústria, setor que mais demitiu em junho e julho. “Em junho foram admitidos 341 e 562 demitidos, num saldo negativo de 221. Em julho, os números de empregados foi 339. Demitidos, foram 466. O saldo negativo foi de 127.