Bertoldo Weber
São Ludgero

Não tem mais volta. Os presidentes do PMDB, Democratas, PP e PSDB bateram o martelo e formaram uma ampla coligação a fim de concorrer nas eleições de outubro deste ano em São Ludgero. O prefeito Ademir Gesing (PMDB), o Gogo, deverá concorrer à reeleição. Como vice, é cogitado o nome do vereador Cláudio Becker (D25).

Isto, porém, deverá ser confirmado, ou não, em uma convenção, até fim de junho. A coligação, porém, não é consenso. A ala do PSDB liderada pelo ex-prefeito Donilo Della Giustina não concorda com o acordo entre as siglas e busca a disputa eleitoral com mais candidatos.

O presidente do PMDB em São Ludgero, Elói Soethe, explica que o partido concorda com a coligação na condição de que os interesses do município estejam sempre em primeiro lugar. “Do ponto de vista administrativo, será bom para São Ludgero. Já do ponto político, há dúvidas se fortalecerá ou não”, contrapõe Soethe.

Já o presidente do Democratas, Sezefredo Philippi, o Frido, diz que a coligação tem o objetivo de desenvolver são Ludgero, administrativamente, dez anos em apenas quatro. E é com este intuito que a sigla votou favorável à união. Frido acrescenta que o exemplo foi retirado das várias entidades locais formadas por integrantes de diversos partidos.

“Temos a Cegero, a Apae e o Caep da igreja matriz, por exemplo. Todas estas entidades possuem integrantes de várias siglas e funcionam maravilhosamente. Traçam metas e todos trabalham com um só objetivo. Acredito que dê certo na prefeitura também”, conceitua.

No PP, o presidente Celso De Bona da Silva acredita na coligação e garante que todos respeitarão o acordo. “Administrativamente, será ótimo para São Ludgero. Politicamente, é verdade, não é tão interessante para os partidos. Mas a idéia de unir forças é bem-vinda e vamos fazer a nossa parte. Percebi muita sinceridade nas lideranças partidárias e todos, com certeza, terão vez e voz”, avalia.

O presidente do PSDB, Paulo Henrique, diz que a maioria do partido é favorável à coligação e entendeu a idéia principal. “Existe a ala de Donilo Della Giustina, que é totalmente contra a união. Eles estão, a princípio, irredutíveis. Mas não acabamos o diálogo. Pelo contrário, faremos de tudo para resolver esta situação”, adianta.