Bertoldo Weber
Braço do Norte

A eleição que definirá o prefeito de Braço do Norte, cuja data ainda será marcada pela justiça eleitoral, provavelmente em março, não deverá trazer grandes novidades quanto aos concorrentes. Pelo menos do lado do Democratas. Segundo a presidenta em exercício da sigla no município, a professora Catea Alberton, a recomendação é para votar na mesma coligação de outubro, pela qual Ademir Matos (PMDB) concorreu a prefeito e Charles Bianchini (DEM) a vice.

Catea explica que isto foi decidido na mesma oportunidade em que o vereador reeleito Ronaldo Fornazza (DEM) foi escolhido presidente da câmara de vereadores (consequentemente, será empossado prefeito interino, até que a nova eleição seja feita). “No dia 26 (de dezembro, quando ocorreu o encontro), ficou decidido que, no caso da eleição da câmara, a recomendação era de compor com os partidos da coligação. No caso da nova eleição, manteremos também a coligação já firmada em outubro. O candidato a vice (de Zalene Mattos) continua sendo Charles Bianchini”, reforça Catea.

Sobre as declarações dadas ao Notisul, nesta terça-feira, de que a aceitação do cargo de presidente da câmara de vereadores, por Fornazza, e de vice, por Laércio José Michels Júnior (PSDB), tem o aval do presidente licenciado do Democratas no município, José Nei Alberton Ascari, Catea diz que desconhece a transação. Ela esclarece que conversará com o vereador (Fornazza) sobre o noticiado. “Volto a dizer que o acordado foi para que os votos e as composições fossem feitas com os vereadores da coligação ‘Todos por Braço do Norte’”, repete.
Por outro lado, o vereador reeleito continua a afirmar que houve, sim, o aval de Ascari. “Quando recebi o convite, falei com colegas partidários e, depois, com o presidente do partido. Ele me deu carta branca para negociar. Foi o que ocorreu”, reafirma.