Hoje, três mil crianças são atendidas nos centros de educação infantil da rede pública de Tubarão, metade deles em tempo integral.
Hoje, três mil crianças são atendidas nos centros de educação infantil da rede pública de Tubarão, metade deles em tempo integral.

Priscila Alano
Tubarão

Não são de hoje as dificuldades enfrentadas por muitas que precisam trabalhar e não têm onde deixar os seus filhos. Em Tubarão, já existe até fila de espera, que pode durar mais de um ano, para matricular as crianças entre 0 e 5 cinco anos e 11 meses nos centros de educação infantil. Neste casos, não existem outras opções que não sejam aguardar ou contratar uma babá.

Hoje, são atendidos nos CEIs da rede pública do município três mil alunos, metade em tempo integral. O secretário de educação da prefeitura, José Santos Nunes, admite a falta de vagas e explica que o problema será amenizado com a construção de uma escolinha no loteamento São Luís, que atenderá também Santo Antônio de Pádua e Recife. A estimativa é criar 400 novas vagas para o próximo ano. A prioridade, segundo o secretário, é atender alunos de baixa renda e filhos de mães que trabalham o dia todo.

Renata da Rosa Gonçalvez já aguarda há algum tempo por uma vaga para a sua filha, Heloísa, de 1 ano. Por enquanto, ela conta a ajuda das avós da menina. “Saio de casa às 7 horas e só retorno no fim da tarde. Ainda bem que tenho a ajuda de familiares para cuidar da minha filha enquanto trabalho. Estou em uma lista de espera para conseguir uma vaga para o próximo ano, pois neste ano não há mais vaga”, desabafa a balconista.

Na Associação de Promoção e Educação Tubaronense (Aproet), o assessor geral, padre Raimundo Ghizoni, garante que não há como ampliar o número de vagas. A entidade filantrópica atende aproximadamente 900 crianças. “Recebemos aproximadamente R$ 42 mil por mês de convênio com a prefeitura e não há como ampliar o atendimento”, confirma o padre.