#ParaTodosVerem Na foto, o presidente do Sebrae, Carlos Melles e outros dois representantes da instituição na apresentação do Atlas dos Pequenos Negócios
Presidente do Sebrae, Carlos Melles destaca a força dos pequenos negócios e projeta que o Brasil deve alcançar um crescimento sustentável e espontâneo de 3% ao ano, no momento em que a participação das micro e pequenas empresas no PIB chegar à proporção de 40% - Foto: Erivelton Viana | Sebrae | Divulgação

Os pequenos negócios são, hoje, uma das principais forças motoras da economia brasileira. Apenas com a renda gerada pela atividade de Microempreendedores Individuais (MEI), juntamente com as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, o segmento gera uma renda mensal para os empreendedores de R$ 35 bilhões, o que representa aproximadamente R$ 420 bilhões por ano de movimentação econômica no país. Os dados são do “Atlas dos Pequenos Negócios”, do Sebrae. O levantamento inédito, apresentado nesta terça-feira (5) em celebração aos 50 anos da instituição, mostra ainda que em 2022, considerando a renda dos MEI em atividade, esse perfil de empreendedor gera, todos os meses, R$ 11 bilhões com o seu trabalho. O que significa que – no período de um ano – os Microempreendedores Individuais sozinhos injetam R$ 140 bilhões na economia brasileira.

Fonte: Atlas dos Pequenos Negócios | Sebrae

Já os donos de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, geram, mensalmente, R$ 23 bilhões. No período de um ano, o total movimentado por esse perfil de empresa chega a R$ 280 bilhões. Presidente do Sebrae, Carlos Melles destaca a força dos pequenos negócios e projeta que o Brasil deve alcançar um crescimento sustentável e espontâneo de 3% ao ano, no momento em que a participação das micro e pequenas empresas no PIB chegar à proporção de 40% (hoje as MPE respondem por aproximadamente 30% do PIB brasileiro). “Em países desenvolvidos, a participação dos pequenos negócios no PIB fica em torno de 40% a 50%. Se em 10 anos conseguirmos promover esse crescimento, toda a economia sai beneficiada, graças ao poder que as MPE têm de gerar renda e empregos”, avalia.

Gigantes na batalha
O Atlas dos Pequenos Negócios também aponta que a maioria dos MEI (78%) tem na sua atividade como empreendedor a única fonte de renda. A partir desse dado, estima-se que cerca de 6,7 milhões de MEIs em atividade dependem exclusivamente do seu trabalho como empreendedores. Já em relação aos donos de micro e pequenas empresas (MPE), 71% não possuem outra fonte de renda, segundo a pesquisa do Sebrae. Considerando as 6,6 milhões de MPE em atividade, a projeção é de que existam 4,7 milhões de empresários nesse perfil que dependem totalmente da renda obtida com a empresa. Reunindo todo o universo dos pequenos negócios (MEI + MPE), o dado revelado pelo Atlas do Sebrae é que, entre os 15,3 milhões de empreendedores em atividade no Brasil, 11,5 milhões têm a sua atividade empresarial como única fonte de renda.

Fonte: Atlas dos Pequenos Negócios | Sebrae

A força do MEI
Entre 2012 e 2021, o número de trabalhadores por conta própria no Brasil cresceu 26%, passando de 20,5 milhões para 25,9 milhões. Já o número de formalizações entre os MEI passou de 2,6 milhões para 11,3 milhões, um incremento de 323%. Isso significa um crescimento mais de 12 vezes maior entre os MEI se comparado com os donos de negócios que não se formalizaram. De acordo com pesquisa do Sebrae, 28% dos MEI já atuavam fora do mercado formal, sendo que suas ocupações principais eram empreendedorismo informal (13%) ou empregado sem carteira (15%), quando decidiram adotar o regime do Microempreendedor Individual. A proporção de informais vem sendo reduzida ao longo do período (2013-2021), principalmente em relação ao empreendedor informal. Estima-se que 2,5 milhões de pessoas foram retiradas da informalidade, em 2021 (28% de 8,7 milhões de MEI em atividade), decorrente do registro do MEI.

Já em relação às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, 13% dos empreendedores eram informais antes da abertura do negócio, sendo que 6% já exerciam a atividade como empreendedor informal e outros 7% eram empregados sem carteira assinada. O Atlas dos Pequenos Negócios não apenas evidencia o papel estratégico do Microempreendedor Individual (MEI), mas reafirma que este é o caminho adotado por milhares de pessoas para a formalização da atividade empreendedora e também para crescer. Sim, eles são pequeninos hoje, mas tem robustas e força para se tornarem grandes amanhã. Enquanto a participação da MPE caiu nos últimos anos, a do MEI cresceu. Outras análises do Sebrae reiteram a grande contribuição da figura jurídica do MEI na formalização das atividades nos últimos anos, principalmente durante o período da pandemia. Enquanto o número de MEI formalizados cresceu 8%, em 2020, primeiro ano da pandemia, o volume de MPE formalizadas caiu 0,5% em relação a 2019.

Fonte: Atlas dos Pequenos Negócios | Sebrae

Empreendedorismo por região

  • Norte – A região possui uma das maiores proporções de jovens e negros à frente de um negócio.
  • Nordeste – Sergipe é um dos estados com maior proporção de empreendedoras.
  • Centro-Oeste – O Distrito Federal tem uma das maiores proporções de donos de negócios com ensino superior
  • Sul – É a região onde existe a maior proporção de donos de negócio que contribuem para a Previdência Social
  • Sudeste – 40% dos donos de negócios do Brasil estão em apenas três estados: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro

O empreendedorismo nos estados

  • Os Estados com maiores proporções de MEI dentre os empreendimentos abertos são Rio de Janeiro, Alagoas, Paraíba e Sergipe. Já os Estados com maior participação de ME na abertura de empresas são Maranhão, Amapá, Paraná e Piauí.
  • Os Estados com maior proporção de EPP dentre as empresas abertas no período são Mato Grosso, Pará, Amazonas e Amapá.
  • Os Estados do Rio de Janeiro, Distrito Federal e Sergipe são os que concentram as maiores proporções de mulheres entre os donos de negócio, chegando a 38%, 37% e 37% do total, respectivamente.
  • A proporção de empreendedores que se classificam como negros (pretos e pardos) é bem maior nas regiões Norte e Nordeste, chegando a 84% do total dos donos de negócios nos estados do Amazonas e Acre. As regiões Sul e Sudeste apresentam as menores proporções de negros, chegando a apenas 15% nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
  • Roraima, Amapá e Acre são os Estados com as maiores proporções de donos de negócio com até 34 anos (respectivamente 40%, 38% e 36%). Em parte, isto está associado ao fato de a região Norte ter uma população relativamente mais jovem, em relação ao restante do país.
  • Os estados com maiores proporções de donos de negócio com nível superior são os de São Paulo e Distrito Federal, ambos com 30% de donos de negócio com nível superior ou mais. Pará e Maranhão, por outro lado, são os que apresentam as menores proporções de empreendedores com nível superior (ambos com 8%).
  • Os Estados do Sul – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – apresentam maior proporção de donos de negócio que estão na atividade atual há mais de 2 anos, com 83%, 81% e 81%. Por sua vez, Roraima, Piauí e Distrito Federal apresentam as menores proporções: 71%, 71% e 74%.

Fonte: Sebrae
Edição: Zahyra Mattar | Notisul

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