Zahyra Mattar
Laguna

É possível que a partir do próximo mês as obras de duplicação do trecho sul da BR-101 ganhem novo fôlego. Após muito pressão em Brasília, lideranças políticas conseguiram a liberação de financiamentos para as empreiteiras. Grande parte das empresas ou consórcios tem problemas financeiros, trabalha com deságio médio de 33% em relação ao contrato assinado em 2005 e não conseguem avançar o quanto deveria a cada mês. Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) não permite mais aditivos.

Desta forma, as empresas responsáveis pelas obras não dispõem de capital de giro. O reflexo direto – e óbvio – é uma obra lenta aos olhos dos usuários da rodovia, e até mesmo para o Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) que tem mais de R$ 500 milhões empenhados para a obra, somente neste ano.
A superintendência do Dnit em Florianópolis não soube informar ao certo se a linha de financiamento para as empreiteiras será do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme já se especulava. O mais provável é que seja. Mesmo porque esta semana a senadora Ideli Salvatti, líder do PT no senado, pediu pessoalmente ao ministro da fazenda, Guido Mantega, que empenhasse esforço para isso ocorrer.

O lote 25, entre Capivari de Baixo e a entrada sul de Itapirubá, em Laguna, é um exemplo. O consórcio Blokos/Emparsanco/Araguaia paralisou as obras há quase seis meses por não ter mais como arcar com o custo da duplicação. Agora, com esta “luz no fim do túnel”, é esperado que a empresa retorne para a pista já no próximo mês. Em outros trechos, igualmente atrasados – caso do lote 22, em Palhoça, e o 29, em Araranguá – o mesmo deverá ocorrer. Estes dois lotes, mais o de Laguna, deverão ser os três últimos a ficar prontos, em dezembro do próximo ano, conforme o novo cronograma estabelecido ontem pelo Dnit.