Wagner da Silva
Braço do Norte

Pagar por ter cometido uma infração de trânsito, tudo bem. O cidadão reclama, mas no fim sabe que está errado e arca com as consequências. Porém, no caso de alguns empresários do interior de Braço do Norte, a dor de cabeça é maior do que desembolsar o valor da multa. O serviço dos Correios nas localidades interioranas não chega. Muitos ficam vários dias sem visitar a agência central. O problema, é que se a correspondência trata-se de uma multa, o prazo para contestar o documento termina e não há outra saída senão o conformismo.

Conforme o parágrafo 8º do artigo 257 do Código de Trânsito Brasileiro, as empresas são obrigadas a indicar o condutor que dirigia o veículo da empresa no momento da autuação. Se isso não ocorre, a multa retorna ao Detran e uma nova é gerada, desta vez para a empresa.

Um dos indignados é Rogério Heidemann, da Fricasul, de Braço do Norte. Para ele, o problema não é pagar a multa, mas saber da ocorrência dias após poder pelo menos contestar. “Como não existe entrega dos Correios no interior, a correspondência vem e retorna para o Detran sem a identificação do motoristas. Só ficamos sabendo da multa quando já está na hora de pagar. Não concordo com isso. O problema é a falta do serviço”, desabafa.

O gerente-geral da agência dos Correios de Braço do Norte, Marciano da Silva Vieira, esclarece que as correspondências fora da abrangência de entrega, no caso, as autuações e notificações do Detran, ficam na agência a espera do destinatário por até 20 dias.

Paralelamente a isso, Marciano explica que existem muitas correspondências que não chegam aos destinatários, mesmo na área de abrangência, pelo fato de o endereço não estar completo. “É preciso que as casas tenham os números corretos. Se tiver fora da área de entrega”, reforça o gerente-geral.

Números
Segundo o Detran, desde o dia 22 de abril mais de 17 mil pessoas jurídicas de Santa Catarina receberam notificações de multa. Ao todo, desta data até agora, são 51.950 multas.