A categoria pede para que o governo decida, com urgência, como será feito o calendário especial de reposição das aulas  -  Foto:Graciela Fell/Sinte-sc/Notisul
A categoria pede para que o governo decida, com urgência, como será feito o calendário especial de reposição das aulas - Foto:Graciela Fell/Sinte-sc/Notisul

 

Tubarão
 
Doze dias após o fim da greve dos professores estaduais em Santa Catarina, uma notícia revoltou a categoria. Os educadores que aderiram à última paralisação terão os dias não trabalhados descontados na folha de pagamento. O abatimento será feito já a partir deste mês. 
 
Conforme os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), esta não era aposição do secretário de educação do estado, Eduardo Deschamps, no início da negociação. A secretaria calculou as faltas em cima de 16 dias corridos, porém, os professores afirmam que foram dez dias letivos parados.
 
Outra reclamação da categoria é a confecção do calendário de aulas especiais. As datas seriam definidas em reunião com as gerências de educação, na última quinta-feira, o que não ocorreu. 
 
Ainda não existe nenhum plano para repor as aulas perdidas, e o governo estadual não liberou que as escolas façam os seus próprios calendários. 
 
Na reunião de ontem, os representantes do sindicato entregaram um ofício à secretaria pedindo urgência na definição do horário especial. Eles solicitam também que o desconto seja devolvido já no próximo mês. 
 
O sindicato esperava uma contraproposta por parte do governo para que as negociações avançassem. A categoria luta para que o governo cumpra a lei federal do piso, elevando o salário em 22,22%. Eles querem ainda o fim do achatamento da tabela, discutida no ano passado em assembleia do Sinte em Lages.