Acredita-se, popularmente, que as mulheres são mais capazes que os homens em fazer mais tarefas ao mesmo tempo. Neste sentido, alguns estudos já foram realizados, mas, até o momento, não há provas contundentes que o público feminino realmente tenha essa margem de vantagem sobre o masculino.

Neste dia 8 de março, data que se comemora em muitos países, o Dia Internacional da Mulher, destaca-se, como personalidade, em Tubarão, a hematologista e hemoterapeuta do Complexo Médico Provida, Maria Zélia Baldessar (CRM:4.523 /RQE:1.424), de 59 anos. Ela é médica, filha, esposa, mãe, professora e há 13 anos coordena o curso de Medicina da Unisul, entre tantas outras atividades que exerce em seu cotidiano.

“Escolhi a medicina, sem dúvida, pela influência da minha avó paterna, Olivia. Ela era parteira, em Urubici, local onde nasci, e desde de muito pequena, sempre que possível, eu a acompanhava nos partos. Aos 10 anos, eu já sabia manusear uma injeção e como meu avô era diabético, eu mesma aplicava insulina nele. Cresci dessa forma, sempre gostando de ajudar as pessoas”, conta a doutora.

A médica lembra que antes da formatura, em 1987, em Florianópolis, motivada pela família, não teve muitas dificuldades financeiras para pagar a universidade, porque cursava a federal, mesmo assim, haviam outras despesas.

“ Para custear os gastos com materiais de estudos, eu monitorava, trabalhava aqui e ali, e sempre que tinha oportunidade, estagiava e ainda, liderava o Centro Acadêmico. Já em Tubarão, onde estou há 30 anos, fui diretora clínica, depois diretora técnica do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), até anos de 2006. Em 2000, comecei a trabalhar no curso de medicina da Unisul, onde auxiliei o professor Dr. João Guizzo, por 9 anos, como vice coordenadora, até assumir a coordenação. Função que sigo até os dias atuais”, recorda.

Outras atividades

Por 4 anos, a Dra. Maria Zélia foi presidente da Comissão Estadual de Residência Médica. Cargo que a proporcionou viajar pelo Brasil, visitar muitas unidades de saúde e credenciar residências em diversos locais do país.

“Ser coordenadora de um curso tão importante como medicina, me traz muitas felicidades. Gosto de ser uma liderança para os alunos, de organizar, de contribuir para a formação deles, para que sejam bons médicos. Também leciono há 22 anos, Semiologia Médica e, Hematologia e Oncologia. Disciplinas que tenho base fundamental para ensinar”, conta.

Família e Trabalho

A rotina da hematologista e hemoterapeuta é complexa, assim como de muitas outras brasileiras.

“Durante a semana, divido meu tempo, com meus pacientes, no Provida e na Clínica Multimed e com os alunos, nas aulas e na coordenação. Além disso, não esqueço de mim. Gosto de cuidar dos cabelos, das unhas e de me exercitar. Nos fins de semana, eu e o Nei, meu marido, damos atenção total ao Enrico, nosso filho, de 23 anos, que atualmente mora na Capital, onde faz mestrado. Uma vez por mês, passo com meus pais, em Florianópolis. Eles já são idosos e aproveito para caminhar, conversar com eles e fazer geleia com a minha mãe. Isso sem largar uma outra paixão, a leitura”, relata Maria Zélia.

Questão de saúde

“Atualmente vejo que o grande problema de saúde mundial é a questão da vacinação. Das pessoas esquecerem que estamos no século 21 e que muitas doenças que muitas se negam a vacinar, poderiam ser prevenidas. Então acho que a pior doença que possa existir é a ignorância”, completa.

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Fonte: Provida