O caso de desaparecimento mais misterioso da crônica policial de Jaraguá do Sul completa cinco anos nesta terça-feira (21). A pequena Emili Miranda Anacleto, na época com 1 ano e 11 meses, foi raptada pelo pai, Alexandre Anacleto, da residência da mãe, Josenilda Miranda, no bairro Rio da Luz e nunca mais foi vista. A investigação segue aberta na Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidos (DPPD), em Florianópolis.

À frente da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Jaraguá do Sul na época, a delegada Milena de Fátima Rosa acompanhou o processo de investigação e buscas ao paradeiro da menina.

No dia seguinte ao desaparecimento de Emili, Alexandre foi encontrado morto no seu veículo na praia de Itajuba, em Barra Velha. Apenas o corpo do homem estava no veículo, incendiado por dois adolescentes de 13 e 15 anos, o que deixou um verdadeiro espaço em branco no paradeiro da criança.

“O fato de a investigação do encontro do Alexandre ter sido feita em outra comarca [na Delegacia de Barra Velha] atrapalhou um pouco o nosso inquérito. O carro dele foi incendiado e isso também eliminou pistas importantes que pudessem levar ao paradeiro da Emili”, destaca.

omo Alexandre registrou um boletim de uma ameaça de morte feita pelos irmãos da mulher dias antes de ser assassinado, 14 aparelhos telefônicos e um computador da família de Josenilda foram examinados pelo Instituto Geral de Perícias, mas nenhuma prova foi obtida através das análises.

A DPCAMI recebeu diversas ligações anônima informando o suposto paradeiro da criança. A delegada ressalta que todas as dicas foram cuidadosamente analisadas pela equipe de investigação da delegacia especializada. A investigação ganhou apoio da DPPD e da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Jaraguá do Sul.

De acordo com a delegada Milena, cerca de 20 diligências foram feitas no intuito de encontrar Emili, muitas delas baseadas nas dicas dadas pela população. “Alguns mandados de busca e apreensão foram expedidos e diligências foram feitas no Paraná e em Santa Catarina. Apesar desse esforço, nenhuma delas obteve êxito”, lamenta.