A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvasolicitou à Justiça nesta sexta-feira autorização para que o petista possaacompanhar o velório e o enterro do seu neto, Arthur, de 7 anos. O garotomorreu de meningite em um hospital de Santo André, no ABC paulista, nestasexta-feira.

 

O velório e o enterro de Arthur será no Cemitério dasColinas, em São Bernardo do Campo, ainda de acordo com a coluna de Ancelmo . Ospais da criança, Marlene Araujo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva,ainda estão decidindo, com Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, se oenterro será hoje ou amanhã.

 

Nos bastidores, a notícia da morte do neto doex-presidente sensibilizou a PF. Agentes acreditam que há viabilidade e tempohábil e já tentam antecipar o planejamento para uma eventual viagem do petistaa São Paulo.

 

Arthur era o quinto dos seis netos do ex-presidente,filho de Sandro Luis Lula da Silva, filho do meio de Lula com Marisa Letícia.Ele nasceu em 2012, em São Paulo, quando o ex-presidente fazia uma tratamentocontra o câncer na laringe, um ano depois de deixar a Presidência da República.

 

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse quefará “de tudo” para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvaconsiga a autorização. Em nota, ela afirmou que “Lula tem o direito decompartilhar com seus familiares, o filho Sandro e a nora Marlene, o luto pelamorte do pequeno Arthur”. As cerimônias ainda não foram marcadas.

 

No fim de janeiro, Lula foi proibido pela Justiça deacompanhar o enterro do seu irmão Genival Inácio da Silva, Vavá, que morreuvítima de câncer aos 79 anos. O pedido da defesa foi negado por duas instânciasda Justiça Federal . A juíza Carolina Lebbos e o desembargador Leandro Paulsenafirmaram que havia risco de manifestações e de que a operação seria muitocara.

 

O artigo 120 do Código de Execução Penal diz que uma daspossibilidades em que condenados em regime fechado possam obter permissão parasair da prisão é o “falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira,ascendente, descendente ou irmão”.

 

Na época, os advogados argumentaram que até durante aditadura militar Lula foi autorizado a sair da cadeia para acompanhar o enterroda mãe. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a ida de Lulaa São Bernardo do Campo, mas a liberação chegou minutos antes do enterro, e opetista não saiu da PF, em Curitiba.

 

Ao longo do dia, petistas manifestaram suas condolênciasa Lula pela morte de Arthur.

 

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), também defendeuque Lula seja autorizado pela Justiça a participar do enterro do neto.

 

“Manifesto o meu apoio ao presidente Lula neste momentode profundo pesar. Espero que prevaleça o bom senso, a justiça e até osentimento de solidariedade humana  nosentido de que Lula seja autorizado a se despedir do neto”.

 

O deputado federal Alexandre Padilha escreveu, em suasredes sociais que “temos que redobrar o carinho a Lula, Sandro, Marlene etoda a família. Que a energia se renove e a esperança não se apague.”

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